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Ricardo Oliveira, o destaque do Santos no Paulista

Com contrato até o fim do campeonato estadual, o jogador deverá se reunir com a direção do Santos para renovar até o fim do ano e dividir com Robinho o papel de liderança do grupo em 2015.

Maurício Capela

23 Março 2015 | 14h58

Devagar, mas de maneira consistente e perene, o Santos talvez ainda não tenha se dado conta, mas surge no time uma nova liderança: Ricardo Oliveira. Se antes de a bola rolar na temporada deste ano, o jogador vivia cercado de incertezas, hoje, dois meses e 11 rodadas do Campeonato Paulista depois, Ricardo Oliveira está pulverizando qualquer senão em direção à sua condição física. E já se apresenta de maneira natural ao posto de co-líder do Santos em 2015, ao lado de Robinho.

Discutir a capacidade técnica de Ricardo Oliveira é bobagem. Desde os tempos de Portuguesa, o atacante sempre mostrou faro de gol.

Mas os anos se passaram e o jogador melhorou. Passou a reunir outros predicados, principalmente quando o assunto é movimentação. A maneira como deixa a área e abre espaço na defesa contrária, o que possibilita aos seus companheiros terem a oportunidade de marcar gols, faz de Ricardo Oliveira um atacante diferente da maioria.

Só que para essa engrenagem funcionar com êxito, o jogador precisa estar fisicamente em ordem. E essa era a dúvida principal quando o Santos anunciou a sua chegada. Dúvida que já não existe mais.

É justamente por esse senão ter ficado para trás é que o Santos anuncia que vai se mexer. E precisa! Como o jogador topou um contrato de risco, o que na prática se traduz em um vínculo até o fim do Campeonato Paulista por um salário modesto para o padrão de um jogador de seu nível, clube e atleta sinalizam que vão discutir uma renovação, que deverá se estender até o fim desta temporada.

Só que renovar com Ricardo Oliveira deveria fazer parte de um projeto maior do Santos. Desde a saída de Neymar Júnior, o time de Vila Belmiro saiu dos holofotes. Perdeu força! E neste momento em que se discute um refinanciamento das dívidas dos clubes por um prazo de 20 anos, perder força não é bom negócio.

Portanto, não basta manter apenas Oliveira. É preciso também segurar Robinho e começar a observar as boas oportunidades de mercado que os estaduais geralmente oferecem, porque o Brasileiro deste ano não será uma competição que vai se resumir ao desempenho dentro de campo. Será maior que isso!

Será, porque com tantos assuntos extra-campo orbitando o futebol, estar no topo do campeonato nacional deverá ajudar a arregimentar apoios financeiros para a reestruturação do Santos. E essa é uma lógica que não serve apenas ao clube de Vila Belmiro. Vale também para qualquer agremiação, porque de fato, uma nova era ameaça se desenhar no horizonte da bola no Brasil.