As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A taça já é verde?

Palmeiras abre grande vantagem ao vencer o Corinthians, em Itaquera, por 1 a 0. Agora, basta-lhe garantir um empate no jogo de volta, em casa

Luiz Zanin Oricchio

01 Abril 2018 | 09h52

Quase. O Palmeiras deu um passo gigantesco em direção ao título ao ganhar do Corinthians por 1 a 0 no primeiro jogo. E na casa do adversário, ainda por cima. Agora, jogando em seu próprio estádio, domingo que vem, basta ao Palestra um empate para levar o Paulista pela 23ª vez em sua história, superando a marca do Santos, com o qual está empatado.

O jogo, em si, foi tenso e confuso. Talvez mais tenso e confuso do que seria de esperar. Jogadores maduros, como Felipe Melo e Clayson, se envolveram em conflito e foram expulsos. Não foram apenas eles. Um clima belicoso atravessou a partida do apito inicial ao final.

Esperava-se de fato uma partida tensa, porém calculada e prudente, pela rivalidade da dupla. No entanto, como sempre acontece, um gol que sai muito cedo muda tudo. Foi o que aconteceu quando o Palmeiras marcou, com Borja, aos 7’ do primeiro tempo. Essa diferença, logo conquistada, instaura um desequilíbrio em campo. Tudo fica mais aberto, mais emocional e, portanto, mais suscetível à influência do acaso.

O Corinthians bem que tentou reagir, mas a sua ineficiência ofensiva impediu que os esforços virassem gol. A Fiel deve ter, mais uma vez, sentido saudades de Jô, o atacante vendido ao Japão. Ciente dessa deficiência, o Palmeiras jogou de maneira inteligente e cozinhou o Corinthians em seu próprio estádio.

O que reforça ainda mais o favoritismo do Palestra para a decisão é a necessidade de o Corinthians se expor para fazer gols. Para levar a decisão aos pênaltis, tem de fazer pelo menos um e não tomar nenhum. Precisa de uma diferença de dois para resolver no tempo normal. Impossível? Não. Mas bem difícil.

Quanto ao jogo em si, achei apenas mediano. Apesar da intensidade esperada, faltaram técnica, jogadas exuberantes, grandes gols. Enfim, tudo aquilo que transforma o futebol num dos maiores espetáculos da Terra. Quando bem jogado, claro.