Esportes

CAMPEONATO BRASILEIRO

Cotação baixa

Segundo pesquisa da revista World Soccer, apenas sete dos 500 jogadores mais influentes são brasileiros e atuam no País. O Campeonato Brasileiro está em 10º lugar em ordem de importância mundial, atrás de Rússia e Estados Unidos

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Luiz Zanin

28 Fevereiro 2016 | 14h58

 

 

A revista inglesa Wolrd Soccer traçou um panorama do futebol mundial. Dos 500 jogadores mais importantes do planeta, apenas 13 atuam no Brasil. Destes, somente sete são brasileiros. Por curiosidade, entre eles, há três santistas – Gabriel, Lucas Lima e Ricardo Oliveira (que acabou não indo para a China). A Premier League, o popular campeonato inglês, é o que mais tem – 69 jogadores entre os 500 top de linha. Com base nesses dados, classifica-se o campeonato de cada país, por ordem de importância. O Brasileirão está em 10º lugar.

Pesquisa é pesquisa e raras são imparciais. Tendem a puxar a brasa para sua sardinha, como se dizia. No caso, me parece mesmo fazer sentido. Não sei dos critérios usados para eleger os top 500, mas é provável que seja com base em presença nas seleções do seu país, títulos conquistados, coisas assim. O fato de o Brasil ter ainda 13 desses profissionais é espantoso. Era para não ter nenhum.

E o 10º lugar entre os campeonatos nacionais de todo o mundo me parece bem colocado. O Brasil, claro, ficou atrás de todas as ligas badaladas, mas também da Holanda, da Rússia e …dos Estados Unidos! Um pasmo. 

Temos de abaixar a cabeça e reconhecer que caímos muito. Para melhorar, para iniciar um processo de recuperação, seria preciso fazer uma pajelança que não vejo sequer esboçada. Nem por dirigentes de entidades ou clubes, nem por jogadores e nem pela imprensa especializada. Esta, em particular, chia muito, mas se mostra incapaz de oferecer alternativas.

Entrei no site da World Soccer para conferir estes dados e uma chamada de capa atraiu minha atenção. Era para um especial da revista – Brazil: the complete history of the greatest football team. A foto é de Pelé, abraçado a Jairzinho, comemorando um gol pela seleção de 1970. Onde já estivemos e onde estamos agora?

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