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Ninguém ganha do Brasil, que não convence ninguém…

Luiz Zanin Oricchio

30 Março 2015 | 10h35

 

Com a suada vitória sobre o Chile por 1 a 0, a seleção completa a oitava vitória seguida, na segunda passagem de Dunga, o Enviado, como técnico.
Seria um número espantoso, parece que igualando ao de João Saldanha, com suas “feras”(Pelé, Tostão, Jairizinho, Rivellino, Gérson, ai, ai…).
No entanto, parece que ninguém se convence com o jogo dos rapazes de Dunga. Se na época de Saldanha era um time de craques, de gênios, agora é um time de um único craque, rodeado de vários jogadores esforçados. O tempo mudou. O futebol brasileiro também.
Mas, para que ficar na nostalgia? O castigo do nostálgico é viver num tempo que não existe mais. Viver na História, real ou mistificada. Que o futebol já foi melhor, muito melhor, parece não haver dúvida. No entanto, não vimos por aqui uma bela Copa do Mundo, com a vergonhosa exceção da participação brasileira? Vimos. Belos jogos, belos gols, jogadas empolgantes, técnica, emoção. Gostei demais. Acho que todos gostamos, apesar do vexame histórico da seleção.
E agora, por que ela não nos satisfaz, mesmo vencendo e, de certa forma, esmaecendo (porque jamais irá apagar) a péssima impressão deixada?
Digo eu: porque ganha, mas joga de forma burocrática. Não quero nem comparar com as seleções do passado, as de 1958, 1970 ou 1982. Comparo com as atuais, por exemplo as da Alemanha, campeã, e da Holanda, que mais uma vez não venceu, mas deixou a melhor das impressões.
O futebol brasileiro está no fundo do poço. Em especial porque exporta todos os seus craques. E, depois, porque tem submetido a seleção, que permite a reunião dos craques exportados, a uma sequência de técnicos medíocres. Dunga é um deles. Imaginação não é seu forte. Pode ganhar. E tem ganhado. Não encantará jamais, no que depender dele.