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Brasil não sai do papel de coadjuvante no Mundial de Esgrima

Demétrio Vecchioli

13 Agosto 2013 | 00h29

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Exceção à 25ª colocação de Renzo Agresta no sabre, o Brasil tem poucos motivos para comemorar o desempenho no Mundial de Esgrima, encerrado nesta segunda-feira em Budapeste (Hungria). Desde 2011, o investimento na modalidade cresceu enormemente, com entrada da Petrobrás na jogada, muita gente teve a chance de competir na Europa, mas os resultados não vieram.

As competições por equipes foram a prova maior disso. O Brasil não venceu um duelo sequer e não há nem a desculpa de que os confrontos foram contra times muito mais fortes. Não foram.

No primeiro dia por equipes, o Brasil perdeu para o Canadá (45/36) no sabre masculino e para Cingapura (45/32) no florete feminino (depois perdeu para Hong Kong e venceu a Venezuela por um ponto no torneio de consolação, terminando em 15º entre 18).


No segundo dia, foi derrotado pela Dinamarca (45/43) na espada masculina e pela Taiwan (45/44) na feminina. O resultado é preocupante principalmente por conta das mulheres, que devem ter equipe na espada nos Jogos do Rio e vinham de bom resultado no Pan da modalidade.

Para encerrar a competição, nesta segunda, o País foi batido pela Hungria (45/23) no florete entre os homens e pelo Azerbaijão (45/25) no sabre para mulheres. O time masculino de florete também deve estar na próxima Olimpíada.

INDIVIDUALComplementando os resultados do primeiro dia de finais, o Brasil teve apenas mais dois competidores chegando ao round 64. No total, foram cinco brasileiros nesta etapa, apenas, durante todo o Mundial.

Na espada, Cleia Guilhon, bronze no Pan, foi apenas a 71ª colocada. Rayssa Costa (90ª) e Bianca Dantas (110ª) e Amanda Simeão (126ª) também não foram longe. O mesmo no masculino, com Richard Grounhauser (79º), Ivan Baumgartner (84º), Nicolas Ferreira (97º) e Guilherme Melaragno (158º).  

No florete o resultado foi um pouco melhor. Entre os homens, Guilherme Toldo passou como 28º na poule, venceu um britânico, e foi ao round 64. Mas ali levou 15/02 de um egípcio. Terminou no 53º lugar. Fernando Scavasin foi o 96º, Jeronimo Machado o 115º e Heitor Shimbo o 118º dentre 124 competidores.

O melhor resultado feminino foi no sabre, em que Elora Pattaro avançou ao round 64, perdeu da coreana que terminou com o bronze, e terminou em 61º. Marta Baeza chegou a vencer uma partida no mata-mata e ficou em 75º. Giulia Gasparini foi a 99ª.