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A Libertadores é um lixo

Luiz Prosperi

02 Junho 2011 | 12h21

A Libertadores da América é um lixo. Trata-se de uma competição que tudo pode, desde que o futebol fique quase em segundo plano. Não há um pingo de organização por parte da Confederação Sul-Americana de Futebol, a tal Conmebol, que acaba de dar ao paraguaio Nicolas Leóz mais um mandato. Ele, uma figura de aspecto empalhado, já passou dos 80 anos e vai ficar no poder até 2015.

Pois bem, a Conmebol não valoriza a Libertadores, a sua principal competição. Os gramados, na sua maioria, são de péssima qualidade. Estádios aos pedaços. Alguns sem chuveiro nos vestiários. Outros sem iluminação. Em muitos deles, quando o adversário vai cobrar um escanteio, um batalhão de soldados com escudos quilométricos se juntam para formar um paredão contra pedradas dos torcedores.

Aliás pedradas têm sido uma constante no torneio. Que o diga Muricy Ramalho, que levou uma bem na testa no finalzinho do jogo contra o Cerro, na noite desta quarta-feira, no estádio paraguaio.

Não há uma punição severa para este tipo de violência. Punição não existe na Conmebol. Cartões amarelos em vez de punir o jogador tira dinheiro dos clubes. Cada amarelinho custa 100 dólares. Nenhum jogador é suspenso por acúmulos de cartões.

A premiação também não é lá essas coisas. O campeão tem direito a cerca de R$ 8 milhões. Dinheiro de pinga comparando-se ao que se paga na Copa dos Campeões da Europa.

A imagem do torneio também sempre está arranhada com arbitragens ruins e, às vezes, a serviço do time da casa. A pancadaria corre solta. Não há um limite para os pontapés.

Toda essa lata de lixo que depõe contra o futebol consegue atrair patrocinadores de calibre internacional. A edição da Libertadores deste ano é patrocinada pelo Banco Santander, uma potência mundial. O Santander está à frente da Libertadores há pelo menos três anos. Antes, a montadora Toyota, do Japão, pagou para expor seu nome na competição.

A gigante Traffic também costuma comercializar o torneio vendendo os direitos de transmissão para cerca de 180 países. Tem muita gente de olho na Libertadores.

E para fechar, a Conmebol exige que a final da competição seja disputada em um estádio com capacidade mínima para 40 mil torcedores. Até chegar aos dois jogos da decisão os clubes podem jogar em verdadeiros pardieiros. Ridículo.

Se eu fosse o presidente do Santos, brigaria para mandar a final da Libertadores de 2011 no estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista, ali pertinho da Vila Belmiro. O simpático campinho da Briosa tem a cara da Libertadores.