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Brasileirão 2015 gera polêmica

Luiz Prosperi

02 Março 2015 | 15h08

A CBF lançou o Campeonato Brasileiro de 2015 nesta segunda-feira com duas novidades. A primeira diz respeito ao fair-play financeiro, com a proposta de tirar pontos dos clubes que atrasarem salários de jogadores. E, a segunda, é o preço mínimo dos ingressos a R$ 40,00.

O sistema de pontos corridos, alvo de discussões e polêmicas nos últimos meses, está mantido. Não vingou o movimento pelo mata-mata. A TV Globo, parece, não ficou satisfeita com a repetição da fórmula de pontos corridos. Dados do Ibope mostram uma queda acentuada de audiência do futebol, em especial nos jogos das quartas-feiras às dez da noite, para terror da Globo.

No caso do fair-play financeiro, é evidente que os grandes clubes vão levar vantagem em relação aos pequenos. Numa hipótese de o Flamengo e Chapecoense se sentirem ameaçados de perder pontos por atrasos de salários, qual dos dois teria mais cacife para arrumar um emprestado e quitar a dívida com os jogadores? Flamengo, é claro.

Nesse caso, por exemplo, o Flamengo usaria do seu nome na praça para bancar os atrasados e assim se livraria de perder os pontos. Já o Chapecoense, evidente, teria mais dificuldades. E isso tem peso significativo em momentos difíceis do campeonato como na corrida contra o rebaixamento.

É preciso clareza nesse ponto do regulamento e pouca margem para interpretações muito diferentes do mesmo assunto.

Quanto aos R$ 40 de preço mínimo, nada a comentar. Dirigentes, cada vez mais, não conseguem se entender sobre o quanto custa ao torcedor ir aos estádios apoiar o seu time. Com jogos no meio de semana e aos sábados e domingos, R$ 40 pode ser salgado ao torcedor comum. A conferir.