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Clubes se unem contra Corinthians por dinheiro da TV

Rivais exigem redistribuição das cotas do pay-per-view e da Globo

Luiz Prosperi

06 Março 2015 | 12h11

Corinthians e Flamengo estão na mira dos grandes clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. A briga é pelo dinheiro das cotas de televisão, desde o montante que a Globo repassa aos dois pelas transmissões em canal aberto até a distribuição do dinheiro arrecadado com o sistema pay-per-view nos canais a cabo.

Em dificuldades financeiras e ainda com a pendenga de quitar mês a mês as dívidas do Itaquerão, o Corinthians se sente ameaçado com o movimento crescente entre os outros clubes por uma redistribuição do dinheiro da TV.

Dentro do clube a preocupação é o Corinthians descer do patamar de R$ 110 milhões (R$ 170 milhões, em 2016), que a Globo paga pelos jogos no canal aberto, e dos 14% dos R$ 300 milhões que o clube recebe do rateio do pay-per-view.

Os rivais do Corinthians alegam que a cota do clube no pay-per-view tem como base uma pesquisa de mercado encomendada pela Globo e não pelo número de pacotes vendidos – o mesmo serve para o Flamengo. Por isso, exigem uma nova metodologia, ou uma pesquisa mais ampla, para redefinir as cotas.

Seja qual for o critério para se chegar ao valor da fatia a que o Corinthians terá direito, o fato é que o clube pode mesmo perder em valor.

Diante desse quadro, os dirigentes corintianos ainda não se manifestaram em público. Apenas o candidato da oposição, Antônio Roque Citadini, derrotado na última eleição, mandou o recado.

“O que querem os clubes? Voltar ao velho sistema e tomar parte das cotas dos grandes (Corinthians e Flamengo) e redistribuir aos médios. Os pequenos pouco ganharão. Seria péssimo para o Corinthians voltar a ser tungado na distribuição do dinheiro da TV. Espero que o Corinthians, mesmo com uma diretoria assustadoramente fraca, não ceda ante a essas questões de tanta importância”, resmunga Citadini.