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Emerson Sheik complica o Corinthians

Luiz Prosperi

03 Março 2015 | 12h13

Emerson Sheik não se emenda, nem parece disposto a mudar de comportamento. Aclamado neste início de temporada, com atuações acima da média, o atacante teria feito corpo mole, como se diz no futebol, nos compromissos com o Corinthians. Não por acaso está afastado do importante jogo desta quarta-feira contra o San Lorenzo pela Copa Libertadores na Argentina.

Sheik conseguiu irritar a comissão técnica do Corinthians por suposta indisciplina em um treinamento no domingo, diz o site globoesporte.com. Não teria  se dedicado como assessores de Tite esperavam e, para complicar, teria atrasado algumas horas na apresentação no CT do clube. O Corinthians desmente.

Em nota oficial o clube diz que Emerson está com problemas no joelho e por isso não viajou com o time. O jogador também diz que não se atrasou e até ameaça o autor da matéria.

Emerson imaginou que estaria acima do bem e do mal e teria cadeira cativa na delegação que embarcaria para a Argentina na segunda-feira. Ficou fora do grupo.

Azar de Tite que não terá uma referência no ataque contra o San Lorenzo. Bom lembrar que o treinador já não contava com Guerrero neste confronto em Buenos Aires.

Resta saber qual vai ser o futuro de Sheik no Corinthians. Seu contrato está chegando ao fim. Aos 35 anos, poucas portas no futebol brasileiro vão se abrir ao atacante.

Difícil entender os motivos que levam um jogador consagrado a agir como um garoto rebelde e esnobe, aquele tipo que faz o que passa por sua cabeça sem dar satisfação a ninguém.

Sheik é um vencedor no futebol, na carreira e nos ganhos financeiros pelo seu trabalho. Desfruta dessa conquista como se fosse o último imperador da terra ou, sem trocadilho, um rei das arábias. É candidato ao desprezo quando o dinheiro acabar.