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Marin culpa Felipão e Parreira por fracasso na Copa de 2014

Presidente da CBF insinua que os dois treinadores foram inocentes no comando da seleção brasileira no Mundial

Luiz Prosperi

19 Março 2015 | 21h21

José Maria Marin, ainda presidente da CBF, jogou nas costas de Felipão e Parreira o fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. Sem a menor cerimônia, insinuou que os dois treinadores campeões mundiais foram inocentes no jogo contra a Colômbia, pelas quartas de final. Aquele fatídico jogo que tirou Neymar da Copa, após ser atropelado por Zuñiga.

Diz Marin que Felipão e Parreira deveriam ter substituído o zagueiro Thiago Silva e Neymar, pendurados com cartões amarelos, quando o Brasil fez 2 a 0 na Colômbia.

Tirando os dois do campo, Thiago não seria advertido com o cartão amarelo e não ficaria fora da semifinal contra a Alemanha. E Neymar não sofreria a lesão nas costas que o tirou do Mundial. Os dois enfrentariam a Alemanha.

Marin se esquece que a seleção brasileira fez o segundo gol aos 23 minutos do segundo tempo – David Luiz cobrando falta. Se Felipão e Parreira optassem pelas substituições de Thiago e Neymar, o Brasil teria ainda de suportar a pressão da Colômbia por mais 25 minutos.

Acontece que a Colômbia fez o gol aos 34 minutos, com James Rodriguez. Naquele momento, jogava melhor que o Brasil e com boas possibilidades de empatar levando o jogo para a prorrogação.

Imaginem a seleção sem Thiago Silva e Neymar na prorrogação? E se o Brasil fosse eliminado no tempo suplementar ou até mesmo na eventual decisão por pênaltis sem os dois astros do time? O mundo desabaria sobre Felipão e Parreira.

Marin estaria excomungando os dois até hoje por ter sacado Thiago e Neymar.

Outra acusação do ainda presidente da CBF contra Felipão e Parreira passa pela Granja Comary, local de treinamentos da seleção na Copa. Marin alardeou que a reforma da Granja, bancada pelos patrocinadores da CBF, deixou o centro de treinamentos em condição ideal para o Brasil se preparar para a Copa.

Se esqueceu que ali Felipão e Parreira não teriam a menor privacidade para treinar o time e os deslocamentos jogo após jogo subindo e descendo a serra de Teresópolis de ônibus até o Rio desgastariam o time.

Felipão, desde o início, queria concentrar a seleção em Cotia, o moderno CT do São Paulo, na Grande São Paulo. Ali teria privacidade e os deslocamentos seriam mais viáveis. Mas foi vencido porque Marin teria de agradar aos patrocinadores da CBF que investiram na reforma da Granja.

Tudo isso não explica os 7 a 1 para Alemanha. Felipão e Parreira cometeram alguns erros imperdoáveis. E José Maria Marin, ao que parece, entende quase nada de futebol.