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Muricy está nas cordas

Corinthians vence clássico sem esforço e joga pressão no time e treinador do São Paulo

Luiz Prosperi

08 Março 2015 | 18h37

É crítica a situação do São Paulo neste início de temporada. Em 15 dias, perdeu duas vezes para o Corinthians. Sem contestação. O time não reage às derrotas. Jogadores e comissão técnica preferem contemplar a arregaçar as mangas em busca de soluções. Se não sofrer uma mudança radical de comportamento e tática vai se esfarelar no Paulistão e na Libertadores.

A impressão que se tem, olhando os jogos, é a de um São Paulo sem ideias. Um time invertebrado, de musculatura frouxa, sem um feixe equilibrado de nervos, incapaz de fazer vibrar. Falta fome. Falta estilo. Falta padrão, criatividade. É um time perdido no tempo e no espaço.

Muricy Ramalho, a quem se atribui todas as mazelas do São Paulo, não consegue resolver a equação. Não desiste de Luis Fabiano, até aqui um poste vestido com a camisa tricolor. Não desiste também de Souza, um elefante na hora de conectar o setor defensivo ao ataque. Não consegue arrumar um parceiro para Ganso, que, por sua vez, também anda de salto alto sem ser útil ao time.

Tudo isso pode ser efeito da pressão desnecessária que os dirigentes, em especial o presidente Carlos Miguel Aidar, jogaram para cima de Muricy. Experiente, vitorioso nos seus 30 anos de carreira, Muricy está nas cordas.

Os jogadores, parece, também não estão interessados em salvar a pele do treinador. Entram e saem de campo com a camisa seca. Não se vê um pingo de suor a mais.

Muricy tem de dar uma resposta imediata. Se não espremer seus jogadores, vai embora para casa mais cedo do que imagina.