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Nossas meninas queriam mais

Estadão Esportes

07 Agosto 2012 | 20h39

A partida entre Brasil e Rússia foi um jogão. O confronto foi bastante equilibrado, mas o Brasil mereceu vencer porque mostrou muita personalidade. Estava na cara que as nossas meninas queriam muito mais do que as russas. Além disso, a arbitragem se equivocou duas vezes no tie-break e seria muito injusto se o Brasil não passasse.

A Dani Lins foi muito bem na distribuição (da bola) nos momentos importantes e delicados então foi bem merecido. As centrais também se destacaram e no momento mais importante a Sheilla foi o que todo oposto tem de ser: uma referência para o time, a ‘jogadora de segurança’. Na hora mais importante, ela chamou a responsabilidade e isso foi muito legal.

Também foi bacana que o time entendeu que era o momento dela no jogo e as bolas mais importantes foram para ela e para as centrais. Fizeram bem o que tinham de fazer: quem tinha de passar se preocupou em passar, quem tinha de rodar, rodou e as duas ponteiras estavam bem também. É uma vitória que dá muito moral.

No masculino, o jogo entre Brasil e Argentina é um clássico. Não tem essa de dizer que a seleção pegou o adversário mais fraco das quartas de final. É complicado dizer que o Brasil é favorito no confronto. Eu acredito que vai ser um jogo muito duro. A partir das quartas todo confronto é uma final. É assim que se tem de encarar. Eu conheço muito bem o Webber (Javier Webber, técnico da Argentina) e sei que ele é um técnico que trabalha muito a parte coletiva, principalmente sistemas de bloqueio e defesa. É um time que arrisca muito no saque. O Brasil vai ter de tomar muito cuidado com isso: nos momentos mais importantes os argentinos irão para o tudo ou nada no saque.