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As divergências das partes no Palmeiras

Política do clube não pode ferir o time no futuro

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Estadão Esportes

17 Março 2017 | 11h53

Paulo Nobre ainda não encontrou um camarote de seu agrado no estádio do Palmeiras. O ex-presidente, que muito fez nos anos de sua gestão para recolocar o clube e o time num outro patamar, agora se vê às turras com a WTorre (não é de hoje) para comprar um camarote mais centralizado no Allianz Parque. Paulo Nobre é tratado como qualquer outro cliente e, segundo o blog apurou, não há espaço livre centralizado na arena, como ele gostaria, à venda.

Paulo Nobre tenta a reeleição no Palmeiras

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Ainda há muita rusga nesse relacionamento entre o ex-dirigente do Palmeiras, a construtora que ergueu o estádio e a patrocinadora do time. Paulo Nobre não tem mais nenhuma regalia desde que deixou o cargo. Poderia ser diferente, uma vez que ele esteve à frente de todo o projeto de reconstrução do clube, gostem ou não os parceiros. Paulo Nobre merecia mais respeito, assim como os presidentes de clubes, de modo geral. A WTorre teria recusado oferta de R$ 250 milhões do presidente para comprar o estádio. Não é do interesse da construtora repassar o Allianz nesse momento, mesmo que esse dinheiro seja suficiente para a empresa continuar operando suas atividades no azul em relação ao local. A Crefisa, de Leila Pereira, tem dinheiro para dar com pau e, nos bastidores, oferece sempre o dobro a toda movimentação de Paulo Nobre.

Ocorre que o ex-presidente pode, em breve, depois dos mandatos de Maurício Galiotte, voltar ao posto mais alto em novas eleições e aí o cenário que hoje é ruim para Paulo Nobre, pode mudar. Ele só teria de esperar pelos anos. É claro que a turma de Leila vai trabalhar para que isso não ocorra. Quando Paulo Nobre se afastou do Palmeiras, após fazer seu sucessor, garantiu que não pensava em reassumir no futuro, assim como Leila Pereira afirmou que não tem interesse no posto de presidente. Mas como o futuro a deus pertence, nada disso pode ser levada ao pé da letra.

O que o torcedor palmeirense espera, e também os associados do clube, que pagam suas mensalidades religiosamente, é que o Palmeiras, time e espaço social, não seja prejudicado em meio a essa briga de vaidades, discordância de pensamentos, picuinhas. O Palmeiras sempre teve uma vida política agitada, que o Paulo Nobre conseguiu apaziguar em seus mandatos. Isso, imagino, nunca vai acabar. O que o time, sobretudo, não pode sofrer, ou correr riscos, é de se enfraquecer com o tempo e voltar a ser o que era, quando brigava para não ser rebaixado temporada sim, temporada não. Da mesma forma que se cobra legado das coisas, esses personagens precisam deixar um legado mais consolidado no clube, cuja gestão deve sempre ser de seus dirigentes, e não de seus parceiros do momento.

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