A confusão da Chapecoense com a Conmebol expõe o amadorismo do futebol na América

Time de Chapecó pode ser eliminado da Libertadores por ter usado jogador suspenso

Robson Morelli

22 Maio 2017 | 11h43

A Conmebol  ameaça tirar a Chapecoense da Libertadores depois de o time ter vencido o Lánus por 2 a 1 na última rodada. O resultado desse jogo pode ser anulado, ou melhor, mudado para derrota da Chape por 3 a 0. Tudo porque o clube de Santa Catarina escalou um zagueiro que não deveria entrar em campo, de acordo com as instruções da Confederação Sul-Americana. Luiz Otávio deveria cumprir três jogos de suspensão por expulsão. Portanto, não poderia enfrentar o Lánus porque esse era apenas o segundo jogo do gancho.

Ocorre que a diretoria da Chapecoense garante não ter recebido o comunicado (informe) da pena de três partidas, cujo julgamento não teria tido representantes. A Conmebol julgou e condenou sem avisar ao clube. Essa é a alegação da defesa.

Isso só mostra o tamanho do amadorismo da Conmebol e também dos clubes brasileiros. O aviso ao time deveria ter ocorrido por e-mail. Mas para qual e-mail? E se o dono do e-mail deixou a instituição? E se o cara está de férias? E se simplesmente ele não foi trabalhar ou o e-mail não chegou ao seu destino?

Já passou da hora de o futebol se modernizar com mecanismos mais seguros, rápidos e inteligentes para gerir seu negócio, de modo a não prejudicar os clubes nem as entidades, muito menos o torcedor. E também para não cair em descrédito na mídia. Transparência é a palavra da moda. Os responsáveis pela Libertadores poderiam ter uma planilha (que seja) com todas as determinações importantes do dia, da semana, de modo a ter profissionais encarregados de atualizar tudo na hora exata em que as decisões são tomadas, de modo a obrigar seus ‘clientes’, os clubes, a olharem e acompanharem os resultados e as deliberações. Tudo isso parece tão simples, mas só damos o devido valor quando nos deparamos com problemas como esse da Chapecoense. O time pode ser eliminado da Libertadores por ter usado um jogador irregular.