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A festa dos mil dias para a Copa de 2014

Estadão Esportes

15 Setembro 2011 | 11h51

Das 49 obras de mobilidade urbana listadas nas 12 cidades-sedes da Copa de 2014, apenas 9 estão em andamento. Algumas medições indicam um número menor: 5 apenas. Estamos falando de obras necessárias de infraestrutura. Tudo para fazer transcorrer de forma adequada a movimentação das pessoas envolvidas com o evento. A estimativa é de que meio milhão de pessoas de fora estarão circulando pelo País durante o Mundial.

Está, portanto, tudo atrasado. Este blog defende e informa há algum tempo a disposição de o governo fazer vistas grossas para uma série de burocracia esparramadas pelo caminho. Nesta quarta-feira, Brasília sinalizou mais uma vez que essa, de fato, é sua estratégia para fazer a coisa andar. Liberou da licitação imediata obras que poderão ser entregues até 2013. No bom português, vai levando.

As obras que o governo já percebeu que ficarão para trás, talvez nem para o Jogos Olímpicos do Rio elas fiquem prontas, serão esquecidas. PT saudações. Fica para a próxima. O próprio ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, já admitiu que o Brasil trabalha com a possibilidade de não entregar as 49 obras pensadas lá no começo como necessárias.

Não será surpresa se metade dessas obras permanecer no papel, à disposição de outros governos municipais/estaduais interessados. Nesta sexta-feira, o Brasil começa a contagem dos 1.000 dias para a Copa de 2014. Daqui para frente vai ser uma correria só dos três governos. Imagino que as `coisas` serão aprovadas sem muito critério. Espero estar errado. Duvido. Há sinais que apontam nessa direção, inclusive para parar greves, como a que acontece no Maracanã.

ESTÁDIOS
As obras de todos os estádios nas 12 cidades-sedes estão em andamento, umas mais adiantadas, outras atrasadas, como a do Itaquerão.  O governo federal não se preocupa mais com isso. Esse problema ficou para trás. Agora é só alimentar todas essas obras com o dinheiro do BNDES para quem pediu. Viveremos mais adiante a fase dos 500 dias para a Copa e aí o brasileiro vai começar a sentir a diferença do País. Isso vai mudar a opinião de muita gente sobre o evento.

O que não quer dizer que os brasileiros devam fazer vistas grossas para a gastança de todas essas construções, principalmente quando mexem com dinheiro público.