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A seleção vai para os braços do povo após coletivo na Granja

Robson Morelli

09 junho 2014 | 20:48

A seleção brasileira se aproxima do torcedor às vésperas de começar a Copa do Mundo, como era esperado e quase numa atitude de agradecimento do que fez a torcida na Copa das Confederações. O Brasil está com o povo e espera que o povo esteja com o Brasil desde o começo do torneio mundial. De nada adiantaria sediar uma Copa sem ter o torcedor jogando junto. Por isso, após o coletivo desta segunda-feira, os jogadores, todos eles, atenderam os torcedores que acompanharam o treino do Condomínio Comary, vizinho à Granja.

A cerca que separa os dois lados estava abarrotada de gente. Houve até algumas invasões de meninas mais descontroladas, prontamente detidas pelos seguranças. Os jogadores permaneceram no local por mais de 30 minutos, até escurecer, pacientes e também se divertindo. Não houve qualquer contratempo.

Até então, um ou outro jogador, David Luiz sempre esteve entre eles, permanecia um pouco mais em campo para atender aos torcedores. Julio Cesar chegou a pular a grade para posar para uma foto. Todos juntos, em grupos e distribuídos para que todos fossem atendidos, ainda não havia acontecido. É bem verdade que não houve nenhum dia sem que eles recebessem essa atenção. Nesta segunda-feira, no entanto, a ‘manifestação’ foi geral.

Algumas informações explicam esse carinho com a seleção. E talvez a primeira delas seja o fato de o Brasil ter um time que o torcedor entende ser capaz de ganhar a Copa. Nos tempos de Mano Menezes, quando a equipe testava atletas em todas as convocações – só goleiros, 12 foram chamados -, o torcedor não sabia sequer o nome dos jogadores. Escalar a seleção na ponta da língua era para poucos. Com Felipão, o Brasil ganhou uma cara, bem ou mal, os 11 do novo treinador passaram a ser conhecidos. Isso, claro, aproxima a torcida.

Brasileiro que se preze gosta mais de ganhar do que de ver bom futebol. Sou do time que acha perfeitamente possível aliar as duas coisas. O novo Brasil, com Parreira e Felipão, escolhidos a dedos pelo presidente da CBF, José Maria Marin, resgatou essa parceria com a arquibancada, portanto. O ápice disso foi visto na Copa das Confederações e nesse começo de trabalho em Teresópolis. Vai se espalhar pelo País. Os jogadores também entenderam as manifestações de ruas e até se posicionaram dentro do que foi permitido a eles. Todos estão pelas melhorias da condição do povo, cada um na sua área de atividade. O torcedor entendeu isso. O elenco também mudou alguns hábitos, como o de sempre se esconder nos aeroportos, por exemplo.

Por fim, há o carisma de três jogadores: Neymar, David Luiz e Fred.