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A solução dos problemas do Palmeiras passa por um olho no olho de seus jogadores

Robson Morelli

20 agosto 2014 | 22:43

Diretoria e comissão técnica precisam tomar atitudes mais drásticas com esse elenco: não dá mais para passar a mão não cabeça desses jogadores

Essa fase ruim do Palmeiras não tem fim. O time consegue sobreviver às oitavas de final da Copa do Brasil e não tem forças para ganhar uma mísera partida do Campeonato Brasileiro, seja dos grandes, dos médios ou dos pequenos rivais. Beija a lona nesta rodada de número 16 do torneio nacional. E todo torcedor palmeirense sabe bem o que isso significa: a torcida não suporta outra parada cardíaca. Os problemas desse time e clube são imensos, e todos relacionados dentro de uma realidade que nunca foi tranquila desde que Paulo Nobre assumiu o posto de presidente.

O Palmeiras é hoje time pequeno, em todos os sentidos, a não ser na grandeza de sua história e torcida. O mercado não quer vincular sua marca com a marca do clube. Os jogadores são fracos e incompetentes por vezes, o técnico parece não falar o mesmo idioma de alguns atletas, sem trocadilhos, e a diretoria nada faz para melhorar isso. É preciso atitudes de choque nesse elenco, de peito da diretoria de futebol. Já passou o tempo de passar a mão na cabeça dos jogadores. Gareca, e sua comissão técnica, tem de afastar as laranjas podres desse grupo, ou por não confiar no trabalho do técnico ou por faltar pernas para correr ou por faltar comprometimento e inteligência ou por faltar tudo isso junto.

Continuo dando a Gareca apenas 20% de culpa pelos fracassos, o desta quarta diante do Sport: 1 a 2. E gostei do que ele disse após mais essa derrapada, que não faz parte de sua conduta abandonar barcos em naufrágios. Se tiver de sair, por ele, só sairá quando deixar o Palmeiras em condição melhor. Isso se chama comprometimento, coisa que não se vê em alguns jogadores, que dão a impressão do ‘tanto faz como tanto fez’ com a situação do clube. É preciso tomar vergonha na cara e jogar melhor, mais, com dignidade. Falta dignidade a esse time do Palmeiras.

O Palmeiras começa a resolver seus problemas no Brasileirão e exorcizar seus fantasmas dentro do vestiário, olho no olho. O Flamengo fez isso nas mesmas condições, sob o comando do técnico Vanderlei Luxemburgo. Treinador, aliás, que só não assinou com o Palmeiras porque a diretoria não aceitou seu pedido salarial. O fato é que treinar a semana, e jogar duas vezes em sete dias, não vai resolver a situação do time. Repito: é preciso agir, é preciso inventar alguma coisa nova para mexer com o elenco e renovar a esperança do torcedor, a única coisa que sobrou da história de 100 anos do clube.