No fundo, no fundo, todo palmeirense sabia que esse time não ia virar nada
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No fundo, no fundo, todo palmeirense sabia que esse time não ia virar nada

10 razões para entender o fracasso da equipe na temporada

Estadão Esportes

10 Agosto 2017 | 10h36

O torcedor palmeirense viveu de migalhas nesta temporada. Era uma partida aqui, 15 minutos finais ali, um segundo tempo de encher os olhos… Mas nunca, desde janeiro, quando o elenco se reuniu pela primeira vez, esse time mostrou que poderia fazer jus à fama que carregou até o pênalti mal cobrado por Egídio na disputa contra o Barcelona, do Equador, que decretou o fim de linha da equipe na Libertadores dentro de sua casa.

Palmeiras é eliminado pelo Barcelona na Libertadores. FOTO ALEX SILVA/ESTADÃO

O Palmeiras, que se propôs a ganhar tudo (havia até uma premiação de R$ 40 milhões caso o time ganhasse todas as taças que disputasse, tamanha era a confiança), fracassou também em todas as competições, da Copa São Paulo de Juniores à Libertadores da América, passando pelo Paulistão e Copa do Brasil. Resta ainda mais um fracasso no ano, no Campeonato Brasileiro. Tem 15 pontos a menos do que o líder Corinthians. Briga por uma vaga na próxima Libertadores. Se não conseguir, completará a ‘obra’ da temporada.

Faço aqui um exercício de enumerar 10 pontos que levaram o Palmeiras ao fundo do posso numa temporada que gastou milhões para se reforçar e não conseguiu nada. Acompanhe!


1 – Dinheiro que atrapalha
A Crefisa teve a maior das boas vontades de bancar o Palmeiras nesta temporada e injetar uma montanha de dinheiro (R$ 100 milhões) no clube. Mas muito dinheiro pode atrapalhar. Foi o que aconteceu. Gastar, gastar, gastar e comprar, comprar, comprar tornou o vestiário instável, sem união, com uma cara nova a cada mês, sem confiança e cheio de pressão. Ninguém pareceu seguro na sua posição.

2 – Mudança de treinador
Cuca tomou o lugar de Eduardo Baptista com a bola rolando. Clube nenhum sobrevive a isso, a essas trocas. As ideias são diferentes, a postura é outra, assim como as opções e preferências. Tudo muda com a troca de comando. O time dá passos para trás, perde tempo, demora para se acertar. O Palmeiras foi vítima disso, mesmo a despeito de Cuca ser melhor e mais rodado do que Eduardo Baptista.

3 – Muita pressão
O Palmeiras nasceu em 2017 com a pressão de ganhar tudo. Os dirigentes falaram isso. Os técnicos deixaram isso claro. Os jogadores passaram a acreditar nessa possibilidade. A torcida comprou a ideia. Então, cada passo errado, era uma ducha de água fria. Cada derrota, era o fim do mundo. Foi assim que o Palmeiras se perdeu em campo e na temporada.

4 – Cuca perdidão
O treinador campeão brasileiro no ano passado perdeu a mão. Não soube, nesse tempo à frente do time, arrumar o elenco, encontrar uma formação, descobrir esquema de jogo e fazer os jogadores renderem. Desaprendeu e não se reencontrou no cargo. O Palmeiras não tem jogadas ensaiadas, não tem cobrador de falta, não tem entrosamento e o torcedor não sabe escalar a equipe do 1 ao 11.

5 – Jogadores devendo
Daria para contar em uma mão os jogadores que não estão devendo na temporada. A maioria não correspondeu. Borja talvez seja o jogador que mais carrega esta cruz. O atacante colombiano chegou por R$ 33 milhões e com fama de matador. Foi artilheiro da última Libertadores defendendo o campeão Atlético Nacional. No Brasil, é um fracasso. Tanto é que não entrou sequer na decisão contra o Barcelona. Há outros e mais. Egídio não poderia ter batido o pênalti final. Não tem personalidade para isso. O meio de campo não existe. Guerra nada faz. Vive de lampejos e cada vez mais raros. Moisés voltou nesta semana e se transformou no melhor jogador da equipe. Não pode. Keno só corre. Rogér Guedes alterna bons momentos com muitos ruins . E assim vai…

6 – Felipe Melo
A confusão mal explicada ainda entre Cuca e Felipe Melo, Felipe Melo e o restante do elenco, causou um mal-estar generalizado no vestiário. Os jogadores não se recuperaram. Uma confusão deste tamanho não passa impune. Nesse caso, todos são responsabilizados. O Cuca deixou a coisa ir longe demais. Felipe Melo sempre foi isso. A diretoria errou ao contratá-lo. Os colegas não mostraram personalidade para mudar a história e recuperar o ambiente.

7 – Nervosismo
O Palmeiras sempre foi um time nervoso em campo. Não me refiro ao jogo contra o Barcelona. Foi assim na temporada, em quase todas as partidas. O time nunca teve tranquilidade e confiança para jogar melhor do que o rival, sem medo de perder, de sofrer gols. Quase nenhuma vitória foi construída com facilidade, jogando o fino da bola, sem sobressaltos. Mostrou-se um time sem poder de decisão, lembrando muito aqueles anos de fila, quando morria na praia em todas as competições.

8 – Sem respeito com a torcida
Em nenhum momento o Palmeiras foi maior do que sua torcida. Em nenhum momento o Palmeiras levou a sua torcida dentro do estádio. Sempre foi ao contrário: a torcida que empurrou o time para dentro dos adversários. Esse elenco nunca foi grande como o comportamento do palmeirense na temporada, apoiando, lotando a arena, acreditando. Faltou respeito, portanto. Um pouquinho mais de raça e paixão pela camisa. Não particularizo nem individualizo. Digo isso em relação ao elenco e time.

9 – Diretoria omissa
O presidente delegou o futebol ao diretor Alexandre Mattos. Foi um erro. O cartola não deu as caras no clube, trabalha às escondidas e isso fez falta em comparação ao antecessor. Talvez tenha faltado mais pulso em seu primeiro ano de comando, mais proximidade com o vestiário, com o treinador, com os jogadores. Talvez tenha faltado respaldo ao elenco.

10 – O 10.º motivo, deixo para o torcedor escrever.
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