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Fifa alerta que torcedor que for pego com ingresso em nome de outra pessoa será impedido de ver o jogo

Seleção Universitária

05 Junho 2014 | 11h25

Fifa alerta que torcedor que for pego com ingresso em nome de outra pessoa será impedido de ver o jogo

Em grupos virtuais, brasileiros e estrangeiros negociam entradas para jogos do Mundial (Reprodução/Facebook)

 

Lara Monsores – especial para O Estado de S. Paulo

RIO DE JANEIRO – As vendas do novo lote de ingressos para a Copa movimentaram a negociação também nas redes sociais. Através de grupos no Facebook, como o “Ingressos Copa do Mundo 2014”, brasileiros e estrangeiros negociam entradas para diversos jogos do Mundial, inclusive para a final. Alguns propõem trocas, mas a maioria tenta vender os bilhetes por valores maiores que os originais.

O estudante mineiro João Vitor Resende, 22, passou três dias seguidos monitorando as ofertas nesta comunidade e conseguiu comprar ingressos para três jogos em Brasília, no Estádio Mané Garrincha: Portugal x Gana, Suíça x Equador e Costa do Marfim x Colômbia. Ele explica que os primeiros contatos foram feitos via Facebook e então marcou encontros pessoalmente com os vendedores, que chegaram a cobrar cinco vezes o valor real dos bilhetes.

“Paguei R$ 160 num ingresso de R$ 30, R$ 140 em um de R$60 e R$ 70 em um de R$ 60. Tenho que conseguir um do Brasil ainda. Como esses jogos não são de seleções importantes ou de fase decisiva, vou na categoria 4 mesmo”, conta.

Criador do grupo “Ingressos para Copa sem cambista”, o paulista Carlos Frederico Silva determinou algumas regras para tentar impedir abusos. Na sua comunidade é proibido vender ingressos por valores maiores que o dobro do preço original e quem não respeitar essa regra é excluído. “Este grupo foi criado para as pessoas que têm ingressos para jogos da Copa e não irão e querem vendê-los a um preço justo, sem agir como cambistas”, defende Carlos na própria página, que já tem cerca de 8 mil membros inscritos.

Carla Timerman, 24, estudante de São Paulo, procurou no grupo ingresso para o jogo 55, oitavas de final, e desistiu. Segundo ela, o valor pela entrada chegou a R$ 1.500, em um ingresso que custa de R$ 110 a R$ 440 (tarifas inteiras). “As pessoas querem lucrar e a gente, no desespero, acaba comprando e fazendo papel de trouxa”, reclama.

A Fifa, no entanto, proíbe qualquer transação de venda ou troca de ingressos que não seja feita pela plataforma oficial no site da entidade e alerta para o risco que esses torcedores estão correndo ao fazer esse tipo de negócio em outros sites. “Vai haver uma checagem aleatória na entrada do estádio e o torcedor que estiver com ingresso no nome de outra pessoa será impedido de entrar. Além disso, se o dono do ingresso for flagrado tentando vendê-lo fora das vias legais, ele pode ser preso e ter os ingressos cancelados”, explica a entendidade.

Regulamento. A política de transferência e revenda de ingressos disponível no site da Fifa determina que “detentores de ingresso não poderão vender, oferecer para a venda, oferecer em leilões, revender, doar, atuar como agentes comerciais para outra parte ou transferir, de qualquer outra maneira, os ingressos que detêm sem o consentimento prévio da Fifa por escrito. A Fifa só dará tal consentimento caso o detentor do ingresso: desejar transferir o ingresso a um convidado particular ou a um familiar de graça ou pelo preço cobrado pela Fifa ao detentor do ingresso, caso esteja seriamente doente ou tenha falecido ou devido a qualquer outra razão que possa ser definida pela Fifa nas políticas de transferência e revenda de ingressos disponíveis em www.fifa.com”.