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Em Manaus, amuletos são usados para dar força ao Brasil

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Em Manaus, amuletos são usados para dar força ao Brasil

Brasileiros usam roupas, orações e muita fé para ajudar a seleção na hora de torcer

Seleção Universitária

08 Julho 2014 | 12h48

Brasileiros usam roupas, orações e muita fé para ajudar a seleção na hora de torcer

Torcedora apela para cores do Brasil e amuleto para mandar pensamentos positivos para a seleção brasileira (Bruna Chagas/Seleção Universitária)

Bruna Chagas- especial para O Estado de S. Paulo

MANAUS – A cada jogo do Brasil e a cada nova fase na Copa do Mundo, a aflição só aumenta. O nervosismo toma conta de milhares de brasileiros. Para amenizar essa tensão, algumas pessoas se apegam a crenças, orações e até amuletos. O técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari é um exemplo: ele tem um amuleto e toda vez que as coisas não estão indo bem para a canarinho, veste o agasalho azul já conhecido da torcida. A reportagem da Seleção Universitária foi às ruas saber o que os manauaras usam como amuleto para ajudar na torcida pela seleção para a partida dessa semifinal entre Brasil e Alemanha.

Antes de cada jogo do Brasil, o ritual da estudante de Direito e apaixonada pela seleção brasileira, Yolanda Melo, 49 é o mesmo: ela se veste de verde e amarelo da cabeça aos pés para emanar força e energia para a seleção brasileira. O dia de jogo do Brasil é praticamente sagrado. Começa fazendo comidas diversas para receber os convidados e depois peça por peça vai sendo colocada, desde roupa até bonés e acessórios que fazem muito barulho. “Dia de jogo da nossa seleção é um dia especial e não podemos brincar. O lance é se vestir das cores da bandeira, torcer, rezar e fazer muito barulho”, diz.

Para a editora Wal Lima, 55, o ritual para jogos da seleção é a oração. Quanto maior a pressão em cima do Brasil, maior é o pensamento positivo, com orações para todas as Nossas Senhoras. “Tenho uma espécie de altar em casa e quando o Brasil começa a perder, me volto para as santas e rezo para que logo o Brasil reverta a situação. A fé é o melhor amuleto”, afirma.

O historiador Roberto Mendes, 40, conta que desde 1994 mantém a camisa da seleção daquele ano intacta. Ele não a veste, apenas segura firme na hora do jogo, como uma verdadeira flâmula. “Meu amuleto é a camisa da seleção brasileira. Não deixo ninguém tocar nela. Toda vez que estou com ela, sinto que consigo mandar uma energia positiva para o Brasil”.

O mais importante não é o amuleto, mas sim a forma como você está ou não, vivendo a Copa do Mundo, diz a vendedora Érica Pena, 30, que é louca por futebol, mas prefere não usar nenhum amuleto e sim vivenciar a Copa indo ao estádio ou mesmo vendo pela TV. “Contra a poderosa Alemanha, o que vale é a crença, seja ela qual for. Indo ao estádio ou assitindo pela televisão. Eu prefiro não ter amuletos e sim desejar que o melhor futebol prevaleça”.

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