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Fan Fest carioca vira ‘CarnaCopa’

Animação dos torcedores transforma festa em carnaval fora de época

Seleção Universitária

18 Junho 2014 | 13h49

Animação dos torcedores transforma festa em carnaval fora de época

 

Lara Monsores – especial para O Estado de S. Paulo

RIO DE JANEIRO – Um ano com dois carnavais. Ao menos no Rio, assim acontece durante o Mundial, que atraiu milhares de turistas para a capital fluminense. Quem caminha pela orla de Copacabana, onde a Fifa montou sua arena Fan Fest, se sente dentro de um carnaval fora de época, com pessoas fantasiadas, cantando, bebendo e um clima de muita azaração na festa que os torcedores foliões já apelidaram de “CarnaCopa.”

“Já me pediram até em namoro aqui”, disse surpresa a estudante carioca Raísa Braga, 17, que foi assistir ao jogo do Brasil na terça-feira, 17. Sua amiga, Nathália Cantisani, 30, conta que a principal tática dos estrangeiros é pedir para tirar foto. Foi assim que ela conheceu um argentino. “Ele estava escondido tentando fotografar a gente”, explica. “Eu o vi, nos falamos, ele tirou a foto, conversamos e aí rolou o beijo.”

Com aquela malandragem tipicamente brasileira, alguns rapazes também adotaram uma estratégia de guerra para enfrentar a concorrência estrangeira. “Tem muito farsante, brasileiro se passando por gringo, falando ‘I’m from de Miami”, revela a estudante Paula Sodré, 24.

O carioca Wando Aquino, 33, leva a disputa na esportiva e destaca que beijo na boca não é o mais importante. “O legal é a amizade, a interação”, diz. Durante a entrevista, ele tentava, sem sucesso, conquistar o coração da manauara Elisa Reis, 26, cujo objetivo era outro. “Chegou um argentino e eu fiz uma proposta”, conta. “Só daria um beijo se ele me desse a camisa dele da Argentina. Mas, ele não aceitou.”

Diferenças culturais. O argentino Pablo Duclós, 20, estudante de sociologia, explica que no seu país é muito raro beijar alguém desconhecido na noite. “Aqui há muito mais abertura para as pessoas se falarem, mesmo que não se conheçam”, disse. “É muito legal que a gente possa se falar sem barreiras e é por isso que fazemos toda essa festa com os brasileiros aqui.”

Blocos. Além da azaração, a música e a batucada não param. Com bumbos, apitos, trompete e bateria, os grupos de torcedores, uniformizados com as cores dos seus respectivos países, fazem as vezes dos blocos de carnaval na folia da Copa. No momento, quem sai na rua ditando o ritmo da festa são os chilenos. Eles estão na cidade para o jogo contra a Espanha, no Maracanã, às 16h, nesta quarta-feira, 18, que está longe de ser de cinzas. Se depender da animação dos foliões, o “CarnaCopa” só termina no último dia do Mundial.

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