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Uruguai vence Inglaterra na Arena Corinthians

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Uruguai vence Inglaterra na Arena Corinthians

Acesso ao estádio foi marcado por tranquilidade nas estações de metrô e no entorno

Seleção Universitária

19 Junho 2014 | 16h47

Acesso ao estádio foi marcado por tranquilidade nas estações de metrô e no entorno

Inglês pinta rosto de torcedora no entorno da Arena Corinthians antes de Uruguai e Inglaterra (Pedro Hallack/Seleção Universitária)

 

Pedro Hallack – especial para O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A vitória do Uruguai sobre a Inglaterra nesta quinta-feira, 19, na Arena Corinthians pode ser considerada a “segunda final” do torneio, que completa sua primeira semana. Após a atual campeã Espanha ter sido eliminada na quarta-feira, 18, contra o Chile, no Maracanã, o duelo que teve início às 16h em São Paulo deixou a seleção inglesa em uma situação complicada na Copa.

Mas mesmo com toda a pressão envolvendo a partida, o clima antes do jogo era de otimismo por parte de ingleses e uruguaios. Logo na saída da estação do metrô Arthur Alvim, mais barulhentos e em maior número do que os uruguaios, os ingleses marcavam presença com festa.

Steven Smith, 42, de Manchester ajudou a dar o tom da festa. Pendurando bandeiras da Inglaterra em bares próximos ao metrô e pintando rostos de torcedores com a cruz vermelha símbolo de seu país, Steven, que torce para o Wigan, mostrou confiança antes da bola rolar. “Estou bastante empolgado para o jogo de hoje”, disse. “Ganharemos por 2 a 1.”

Em resposta a um grupo de corintianos que cantava em frente ao metrô, o inglês começou a cantar músicas de seu país a plenos pulmões.

No lado uruguaio, Juan Riet, 33, apesar de confiante, era mais cauteloso em seu prognóstico. “Uma vitória hoje por meio a zero já está de ótimo tamanho”, brincava o torcedor do Peñarol, que faz pós-graduação em Geografia na USP. “Espero que o Luis Suárez marque um gol de mão.”

Após o jogo, os ingleses lamentaram o resultado e culparam o time. “A defesa falhou nos dois gols e o ataque não teve competência para finalizar as jogadas”, disse David Leach, 54, que veio da cidade de Sheffield e acabou vendo o jogo em um bar próximo ao estádio. Ali perto, o uruguaio Diego Kuyunjian, 21, natural de Montevideo comemorava a vitória. “Sabia que com Luis Suárez ganharíamos a partida”, afirmou.

Entorno. O feriado de Cospus Christi nesta quinta-feira, 19, contribuiu para que o trânsito fluísse sem problemas antes da partida entre Uruguai e Inglaterra em São Paulo. A Radial Leste, no sentido do estádio, não registrou trânsito carregado antes ou após o jogo.

Mesmo com as duas estações de metrô que davam acesso ao estádio lotadas, o fluxo de pessoas seguiu até a Erna Corinthians, sem confusões. Em vez de muitos cambistas, o que se verificou no entorno foram muitas pessoas procurando ingressos para a partida antes de seu início.

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