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Policiais civis ameaçam greve na véspera de jogo em Manaus

Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas reivindica equiparação salarial

Seleção Universitária

10 Junho 2014 | 15h51

Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas reivindica equiparação salarial


Bruna Chagas – especial para O Estado de S. Paulo

MANAUS – A diretoria do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol) se reuniu na segunda-feira, 9, com o comando da greve e decidiram paralisar as atividades da corporação na sexta-feira, 13, véspera do primeiro jogo na capital amazonense entre Inglaterra e Itália, em frente à Arena da Amazônia.

A reivindicação dos policiais é a equiparação de salários dos cargos de investigador e escrivão com o cargo de perito. “Nossa lei de promoções é de 1993, que dá margem para arbitrariedade e que precisa ser mudada”, destacou Moacir Maia, presidente do Sinpol. O Sindicato reivindica também a realização de um novo concurso público para a classe e o reajuste do vale-alimentação de R$ 220, valor que é pago há oito anos, para R$ 565,30.

Segundo o sindicato, a greve vem após inúmeras tentativas de diálogos com o governo que sem resposta não será mais adiada. “O diálogo foi cortado, por isso estamos seguindo em frente com a greve. Estamos abertos e esperamos algum tipo de contato por parte do governo uma vez que a paralisação comece”, afirmou Maia.

Em obediência ao prazo legal relativo às greves de prestadores de serviços essenciais, a Polícia Civil do Amazonas deve parar as atividades no dia 13. “Vamos fazer uma grande concentração nas proximidades da Arena Amadeu Teixeira, a partir das 8h de sexta. Ninguém irá às delegacias, eles terão de nos ouvir”, finalizou o sindicalista.

Em nota, o governo do Amazonas informou que em maio deste ano recebeu uma comissão formada por representantes de associações e sindicatos que apresentaram pautas de reivindicação em três reuniões. Como resultado desses encontros, o governo propôs estudar a viabilidade de atendimento de 16 dos 17 pleitos, ficando para uma discussão posterior proposta de reajuste salarial, tendo em vista a limitação legal da administração estadual em conceder aumentos salariais acima da inflação em ano eleitoral.