BMW e o novo conceito para o DTM

BMW e o novo conceito para o DTM

Motor turbo de 4 cilindros é proposta para o campeonato alemão. Base é o regulamento do SuperGT 300 japonês. Programa 2018 inclui Le Mans.

Wagner Gonzalez

14 Setembro 2017 | 08h30

Apesar de alinhada com os grupos Daimler e VW para apoiar a F-E (categoria de carros elétricos), a BMW dá mostras de não abandonar o barco do DTM ou tampouco interromper o programa do Campeonato Mundial de Resistência, o WEC. Dias depois que Jens Marquardt, o diretor de competições da casa de Munique, anunciou sua estratégia para salvar a série alemã a marca bávara apresentou o modelo M8 GTE, cupê projetado para disputar o Campeonato Mundial de Resistência e outras séries internacionais da categoria GT3.

Jo Marquardt apoia a internacionalização do DTM (BMW)

A julgar pela proposta que Marquardt lançou para reviver o DTM – que no ano que vem perde a presença da Mercedes -, nas pistas alemãs o novo M8 GTE será visto apenas no ADAC GT Masters, campeonato promovido pelo Automóvel Clube da Alemanha.

Largada de uma prova do Adac GT Masters em Nürburgring (Adam)

Tal certame é aberto a carros como Audi R8 LMS, Corvette C7 GTR Lamborghini Hurácan, Mercedes AMG GT3, Nissan GT-R Nismo GT3 e Porsche GT3 R. Como seria bom se o congênere brasileiro dessa associação, a Confederação Brasileira de Automobilismo, fizesse algo semelhante e apropriado à realidade do País.

Saída da Mercedes aumenta o desafio de Gerhard Berger à frente do DTM (DTM)

O dirigente alemão está em sérias negociações com Gerhard Berger, executivo líder do ITR, promotor do DTM, e com outros construtores para desenvolver uma solução que mantenha sua atratividade para o público, para o esporte e para a própria indústria automobilística.

DTM atual usa verdadeiros protótipos cobertos por bolhas inspiradas em carros de série (DTM)

A base dessa proposta é utilizar um motor turbo, de quatro cilindros e com amplas restrições a modificar a aerodinâmica da carrocerias original.

“Isto abriria as portas para um regulamento que chamamos de “Classe 1”, baseado nas normas técnicas já usadas no Campeonato Japonês de Super GT.“

SuperGT 300 japonês tem ampla participação de carros europeus (Autobacs SuperGT)

A BMW já participa do campeonato nipônico na classe GT 300, que tem custos de preparação e manutenção mais baixos, em torno de US$ 3 milhões por temporada -, drasticamente inferiores aos da classe GT 500, dominada por verdadeiros protótipos construídos à imagem e mera semelhança aos Honda NSX, Lexus LC-500 e Nissan GT-R. Uso de lastro e restritor de admissão de ar ao motor são ferramentas usadas para equilibrar o desempenho de modelos tão variados quanto Audi R8 LMS,  Corvette C7 GTR Lamborghini Hurácan, Mercedes AMG GT3, Nissan GT-R Nismo GT3, Porsche GT3 R  e até mesmo um Lotus Evora MC. Isso deixa claro que a globalização não poupou a categoria e explica melhor a estratégia de Marquardt, que completa:

Novo M8 GTE usa motor V8; é destinado ao WEC e séries internacionais da GT3 (BMW)

“Este conceito traria segurança ao futuro do DTM e amplia seu apelo internacional. Ficaríamos contentes se outros construtores seguissem essa proposta e aderissem ao DTM”.

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