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Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

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Copa 2014

O que Felipão precisa mudar para fazer o Brasil render mais contra Camarões?

Seleção deixou a desejar no jogo contra o México

Estadão Esporte,

18 de Junho de 2014 | 00:00
Atualizado 04 de Setembro de 2014 | 17:06

Nilton Fukuda/Estadão

Depois da atuação questionável da seleção brasileira no duelo diante do México, na terça-feira, muito se especulou sobre as mudanças que Felipão poderia promover no próximo confronto. Apesar do técnico ter blindado sua equipe e chegado a dizer que o Brasil jogou até melhor que no primeiro jogo, é fato que as jogadas do time não estavam dando certo. Afinal, o que será preciso fazer para que o Brasil saia do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, na próxima segunda-feira, com uma vitória? O editor do portal Estadão Esportes, Robson Morelli, e o repórter especial, Almir Leite, fazem suas considerações direto da Granja Comary. 

É preciso dar mais liberdade aos jogadores
É preciso dar mais liberdade aos jogadores

Robson Morelli

Jornalista

Felipão precisa soltar mais seus jogadores, todos presos ao sistema tático montado por ele para a seleção. Não digo que o Brasil deva abrir mão desse posicionamento. Jamais. Mas entendo que a juventude do grupo o faz agarrar piamente nesta proposta, de modo que todos acabam se esquecendo de jogar bola, ter liberdade mesmo para errar.

Entendo que Neymar é o único que faz isso e, como se provou na partida contra o México, não é suficiente. O atacante sempre teve um marcador em sua cola e outros dois na sobra. Se passasse por um, teria outros para superar. Impossível. Neymar também tem de aprender a jogar para o grupo, a recuar quando tiver dificuldades, a passar a bola. Mas só vai fazer isso se algum companheiro aparecer para 'fazer' o seu trabalho. O Brasil precisa parar de jogar um futebol burocrático e inventar um pouco mais, criar jogadas, alterar posicionamento de todos os jogadores do meio para frente.

Além dessa mudança, talvez Felipão tenha de trocar algumas peças. Paulinho seria uma delas. O volante não edita suas apresentações, não tem se insinuado no ataque e tem sido presa fácil na defesa.

Robson Morelli,

Editor de Esportes do Estadão.com.br

Faltam opções táticas na equipe
Faltam opções táticas na equipe

Almir Leite

Jornalista

O Brasil empacou diante do México por algumas razões. Uma delas é bastante preocupante: a falta de opções táticas da equipe. A seleção tem um sistema de jogo, o 4-2-3-1, mas não consegue variações ofensivas  quando as coisas não dão certo.

Diante dos mexicanos, isso ficou claro. Felipão colocou Ramires pela direita, Oscar pela esquerda. Depois inverteu. Bernard jogou dos dois lados. Neymar ficou mais centralizado, caindo mais pela esquerda.

É pouco ficar trocando jogador de lado no campo. Uma opção seria, como Fred está mal, abrir mão de um homem de área e colocar alguém que se mexa mais. Povoaria o meio de campo, dificultaria a marcação adversária e isso não impediria a chegada para a conclusão de Neymar, Paulinho, Oscar, Willian ou quem jogar.

No limite, dá ate para colocar Marcelo no meio-campo, para aumentar a criatividade.

Fazer pequenas variações de esquema tático numa Copa do Mundo é pouco. 

 
Almir Leite,

Editor-assistente da editoria de Esportes do Estadão

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