Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Após drama pessoal com filha, Gustavinho tem segunda chance em final

Técnico teve de conciliar primeira decisão do NBB com tratamento contra leucemia da pequena Bruna 

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

27 Maio 2017 | 07h00

A voz fica embargada, os olhos marejados... É difícil para o técnico do Paulistano, Gustavo de Conti, não se emocionar ao relembrar o que passou ao lado da filha na reta final do NBB de 2013-2014. O treinador teve de conciliar o esporte que tanto ama com os cuidados de Bruna, que tinha um ano e meio e havia sido diagnostica com leucemia. Agora está de volta à final em um momento completamente diferente.    

"Foi um ano muito mais tranquilo do que aquele. Naquela oportunidade, eu fiquei muito pouco tempo aqui (no ginásio) na reta final. Minha filha ficou 90 dias no hospital, 63 dias na UTI. Foi muito complicado", relembra.

Gustavinho perdeu treinos, ficou ausente em alguns jogos. A ajuda da comissão técnica, então formada por Beto Jayme (assistente técnico), Diego Jeleilate (preparador físico) e Felipe Filomeno (fisioterapeuta), foi fundamental.  

A pequena Bruna, que completou quatro anos, se recuperou e agora serve de incentivo para o treinador aproveitar sua segunda chance na final da NBB. Naquela primeira decisão, o Paulistano, que agora enfrenta Bauru, foi superado pelo Flamengo. 

"Hoje é muito legal ver minhas duas filhas assistindo aos jogos, principalmente ela, brincando no intervalo, pulando, com a camisa com o nome dela. É uma sensação muito legal de ver que ela está curtindo também. Fico muito mais feliz por ela curtir", afirmou Gustavinho, casado com Alessandra e pai também de Julia, de sete anos.

"Não é uma coisa que volta muito na minha cabeça, mas, quando estou em casa, com a minha mulher, assistindo o replay dos jogos, filmagens, fotos, não tem como não lembrar", completou, emocionado. 

Além de viver outro momento na vida pessoal, Gustavinho também evoluiu profissionalmente. Depois daquela derrota na final do NBB, o treinador fez parte da comissão técnica da seleção brasileira no Campeonato Mundial de 2014, na Espanha, e nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, além de participar de clínicas da NBA e Euroliga. "Chego muito mais preparado", avisou.

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