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Brasil bate Egito e passa em segundo no Mundial de Basquete

Estadão Conteúdo

04 Setembro 2014 | 12h 13

Seleção faz maior pontuação do Mundial até aqui e se classifica em segundo no Grupo A; Leandrinho anotou 22 pontos e foi o cestinha

Como era esperado, a seleção brasileira masculina de basquete venceu bem o Egito nesta quinta-feira e garantiu a segunda colocação do Grupo A do Mundial da Espanha. Se o triunfo já era aguardado, a equipe de Rubén Magnano exibiu um ótimo desempenho para torná-lo extremamente tranquilo e passeou em quadra, fechando o jogo com 62 pontos de vantagem: 128 a 66.

Com o resultado, o Brasil encerrou a primeira fase do torneio com a ótima campanha de quatro vitórias e apenas uma derrota - para a anfitriã Espanha. Agora, espera o encerramento do Grupo B para conhecer seu adversário nas oitavas de final. Independente de quem enfrentar, a seleção volta à quadra somente no domingo, às 17 horas (de Brasília), em Madri.

Nesta quinta, o Brasil contou com um ótimo desempenho no início para garantir ampla vantagem e confirmar a vitória. A facilidade foi tamanha que o País alcançou a maior pontuação deste Mundial e se transformou apenas no segundo time a alcançar 100 pontos. O outro havia sido os Estados Unidos, que fizeram 114 contra a Finlândia e 106 contra a República Dominicana.

Jorge Guerrero/AFP
O Brasil fecha a primeira fase com quatro vitórias e uma derrota

Com tanta facilidade, muitos jogadores brasileiros conseguiram números expressivos. O cestinha foi Leandrinho, com 22 pontos, mas Anderson Varejão (15 pontos e 10 rebotes) e Raulzinho (14 pontos e 10 assistências) se destacaram com "double-doubles". Marcelinho Machado (16 pontos), Alex (15) e Marcelinho Huertas (12) também ultrapassaram os 10 pontos.

O JOGO

Ao contrário do que fez contra o Irã, quando começou muito mal e quase complicou um jogo fácil, o Brasil iniciou nesta quinta-feira fazendo questão de deixar evidente toda sua superioridade. A diferença técnica já daria vantagem à equipe, mas com a boa defesa aplicada e a rápida transição, característica desta seleção, a facilidade encontrada foi ainda maior.

No primeiro quarto, o Brasil chegou a abrir 13 a 0. A forte defesa, principalmente no garrafão, fez com que o Egito marcasse seus primeiros pontos somente após mais de cinco minutos de jogo. Com dificuldade para chegar perto da cesta, os africanos praticamente só tentavam em bolas de três - no primeiro tempo foram 15 pontos em arremessos de longe, contra oito em bolas de dois.

Depois de abrir 27 pontos no primeiro quarto, Magnano deu tempo de quadra a alguns reservas que pouco vêm atuando, como Guilherme Giovannoni e Marcelinho Machado. Houve uma pequena queda de rendimento, mas a seleção seguiu soberana e foi para o intervalo com liderança de 44 pontos: 67 a 23.

A seleção voltou desatenta para o terceiro período e fez seu pior quarto na partida. Com o relaxamento pela larga vantagem, a marcação no garrafão e, principalmente, no perímetro ficou frouxa, e os egípcios aproveitaram para disparar bolas de três - foram 15 pontos no período em bolas de longe - e vencer o quarto por 25 a 24. Mas no último período o Brasil voltou a se impor, melhorou a marcação e passeou para fechar a tranquila vitória.