Brasil culpa o ataque pela derrota no basquete

A derrota por 67 a 66 para a Espanha, nesta quinta-feira, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, deixou o Brasil na segunda colocação do Grupo A do Mundial Feminino de Basquete. A justificativa pelo resultado negativo, segundo o técnico Antonio Carlos Barbosa e as jogadoras, foi a fraca produtividade do ataque. Nos lances de 2 pontos, o time do Brasil acertou apenas 38,3% dos arremessos tentados - para Barbosa, a média mínima deveria ser de 48%. "Quem quer ganhar um jogo não pode ter média de 38% nos arremessos de dois pontos e nem perder tantas bolas: foram 22 turnovers (erros) do Brasil contra 13 da Espanha?, disse o técnico. ?Não sei o que está acontecendo, as bolas simplesmente não estão caindo. Para a próxima fase, vamos conversar a analisar o que ocorre?, afirmou Janeth. "Nosso ataque não foi eficaz. Não podemos desanimar, porque é Mundial, com vários jogos consecutivos sem descanso, não dá para ficar lamentando?, avisou Alessandra. Na entrevista depois do jogo, Barbosa ficou muito irritado quando as perguntas foram sobre as atuações individuais, como as de Janeth e Kelly. ?Não faço críticas a jogadoras. Isso é coisa de técnico inseguro, que quer dividir responsabilidade. Não divido, eu assumo?, avisou. Mas ele disse que a derrota não preocupa tanto na luta por uma medalha no campeonato. Na sua opinião, a disputa do Mundial começa a valer mesmo a partir das quartas-de-final. Enquanto isso, as jogadoras saíram revoltadas com a arbitragem, reclamando da não marcação de uma falta no último lance da partida, quando o Brasil teve a chance da vitória em arremessos de Janeth, Ega e Alessandra. ?Sermos roubadas em casa é demais, mas não adianta reclamar agora. É esfriar a cabeça, arrumar os erros e esquecer o que aconteceu?, lamentou a armadora Helen.

Agencia Estado,

14 Setembro 2006 | 20h10

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