Clubes paulistas podem boicotar o Nacional de Basquete

Os clubes de São Paulo podem boicotar o Campeonato Nacional Masculino de Basquete se não houver mudança no calendário proposto e dinheiro para as viagens. O Estado direito a oito vagas no Nacional, mas a própria Federação Paulista de Basquete (FPB) aposta que não há mais de cinco candidatos a disputar a competição. ?Paulistano, Franca, Rio Claro, Limeira e Araraquara são os paulistas que podem estar no Nacional?, afirma Tony Chakmati, presidente da entidade. Ainda assim, equipes como Limeira condicionam a decisão de competir às definições da reunião de sexta-feira, em São Paulo, entre a Comissão Executiva de Clubes e a Confederação Brasileira de Basquete (CBB). ?Vamos conversar sobre as receitas que a CBB repassará aos clubes, o número de participantes, o calendário. Em 2003, a CBB dava passagens para as viagens fora do Estado?, afirma Cássio Roque, dirigente de Limeira, time do técnico Zanon, que não disputou o último Nacional. Limeira foi campeã da Nossa Liga de Basquete, presidida por Oscar, que organizou um campeonato independente. Limeira já decidiu que não disputará o torneio da NLB. Rio Claro não aceita jogar o primeiro turno do Paulista e o Nacional ao mesmo tempo. O Paulista começa nesta quarta-feira e a CBB divulgou o Nacional para o período de 12 de novembro a 12 de junho de 2007. ?Os paulistas só disputam o Nacional após dezembro?, afirma Rafael D?Urso, dirigente de Rio Claro. Há clubes que, inclusive, já decidiram não disputar o Nacional, como o Conti/Assis e o Pinheiros. ?Não vamos colocar o time num ônibus para viajar mil km e depois jogar?, afirma o técnico de Assis, Marco Aga. ?Dos 14 times do Paulista, dez não devem ir?, completa. Aga informa que a Conti, a Prefeitura e o Clube Campestre, que bancam o time, já concordaram que é melhor disputar apenas o Paulista, "torneio competitivo e mais organizado?. A credibilidade da CBB ficou ainda mais prejudicada após o Nacional de 2005/2006, que não terminou envolvido em questões judiciais. ?Queremos uma concorrência para contratar uma empresa de marketing, que os recursos apareçam das negociações com TV, bolas, placas etc. Se não houver dinheiro, os clubes não terão como participar?, observa Carlos Osso, diretor do Pinheiros. A NLB marcou para esta quinta-feira uma reunião com os seus associados. ?Vamos esperar para saber o que os clubes querem. Eles é que vão decidir?, afirma Oscar Schimdt, presidente da liga. Sem Limeira, Araraquara, Rio Claro e Assis, de São Paulo, associados mas que não jogam o campeonato da NLB, a competição se transformar numa espécie de segunda divisão com equipes menores do restante do Brasil.

Agencia Estado,

04 Outubro 2006 | 19h48

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