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Desfalcada, Sérvia é o obstáculo do Brasil na luta por segundo lugar

O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2014 | 07h 00

Herdeira da tradição iugoslava, equipe balcânica vive novo ciclo sob o comando de Sasha Djordevic após aposentadoria de Dujan Ivkovic

 Após um dia de descanso e de reavaliação dos erros que resultaram na surra levada da Espanha, a seleção masculina de basquete volta à quadra nesta quarta-feira, em Granada, para um importante duelo contra a Sérvia. O resultado será determinante para as pretensões do Brasil, que luta para ficar em segundo lugar no Grupo A, posição em que teoricamente escaparia de confrontos espinhosos nas oitavas e nas quartas de final.

Enfrentar a Sérvia, uma das herdeiras da Iugoslávia, maior colecionadora de títulos do Mundial (cinco conquistas), poderia parecer uma empreitada assustadora, mas não é tanto.

A Sérvia ensaiava um período brilhante alguns anos atrás – foi vice-campeã europeia com um grupo renovado em 2009 e, com a equipe com média de idade mais baixa do Mundial de 2010, alcançou a quarta colocação. A renovação foi comandada por Dusan Ivkovic, o técnico que conduziu a Iugoslávia ao título mundial de 90 e à prata olímpica em 88. Após o Europeu de 2013, quando levou a Sérvia ao sétimo lugar, às vésperas de fazer 70 anos, se aposentou. Aleksandar Djordevic assumiu o posto.

Jorge Guerrero/AFP
O pivô Radjuljica (à dir.) tenta chamar a atenção de olheiros da NBA na Espanha

Para este Mundial, Djordevic perdeu o armador Nemanja Nedovic, do Golden State Warriors, e Vasilije Mcic, do Bayern de Munique, por lesões, e cortou Vladimir Micov, do Galatasaray, por indisciplina - os dois discutiram durante um amistoso em que a Sérvia foi derrotada pela Nova Zelândia.

Mesmo enfraquecida, a Sérvia deu trabalho na segunda rodada para a França, que ficou atrás no placar o jogo todo e só virou no final. O destaque sérvio foi o gigante Miroslav Radjuljica. Dispensado pelo Milwaukee Bucks, o pivô está usando a Copa como uma grande vitrine a fim de despertar a atenção de olheiros.

Radjuljica é uma das preocupações de Magnano. "Precisamos tratar de diminuir nossos erros, que foram muito acentuados contra a Espanha, para termos possibilidades de vitória. Vamos continuar buscando a melhor classificação possível na primeira fase", diz Magnano, que assumiu a culpa pelo fracasso da defesa brasileira contra a Espanha.

O treinador tratou de fechar o garrafão, deixando o perímetro aberto – só não contava que jogadores como Pau Gasol, que não acertava três arremessos de três pontos num mesmo jogo pela seleção desde 2001, encestasse quatro contra o Brasil.