Fiba critica organização do Mundial de basquete

Decepcionado com o Mundial feminino, que está sendo realizado no Brasil, o presidente da Federação Internacional de Basquete (Fiba), Bob Elphenson, e o secretário-geral, Patrick Baumann, criticaram a organização do evento. Para os dirigentes, o País parou no tempo e não tem condições de receber o Torneio Pré-Olímpico, que acontece entre 7 e 13 de julho de 2008. "O mundo mudou, não dá para se basear nas coisas que aconteceram no passado. O Brasil realizou campeonatos com garra, assim como faz agora. Mas as exigências de hoje são muito maiores", disse Baumann, lembrando as edições de 1957, 1971 e 1983, quando o Confederação Brasileira de Basquete (CBB) recebeu o evento. Segundo o secretário-geral, a entidade está muito desapontada com o público brasileiro. "Até agora, temos cerca de 25 mil espectadores na primeira semana, isso é muito pouco. No último Mundial (China), tivemos público geral de quase 200 mil pessoas. Para chegar perto desse número, teríamos de encher o Ginásio do Ibirapuera todos os dias até a final", esbravejou. O dirigente também lembrou a falta de torcida em Barueri, que recebe os jogos dos Estados Unidos e da Rússia, atuais campeão e vice do Mundial, respectivamente. "Não sei porque não temos público em Barueri. Os torcedores brasileiros são mais ligados à seleção nacional, tendem a ir assistir apenas ao seu time." Ciente de que o Brasil irá organizar os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, e que pretende receber a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, Baumann mandou um recado aos políticos e dirigentes brasileiros. "Há muito o que melhorar e há muito o que aprender com o que está ocorrendo aqui. Principalmente agora que o País, que tem grande tradição esportiva e merece mais eventos, planeja receber os Jogos Olímpicos. Mas não se pode fazer desse jeito", discursou. Já o presidente da Fiba, Bob Elphenson, descartou o Brasil como sede do Torneio Pré-Olímpico Mundial. "Recebemos ofertas de diversos países, e pretendemos realizar esta competição no mais alto nível, por já ser parte integrante dos Jogos Olímpicos. Estamos estudando as possibilidades", comentou.

Agencia Estado,

18 Setembro 2006 | 13h08

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