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Christian Peterson/AFP

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Kobe Bryant volta atrás e descarta defender os EUA na Olimpíada

Atleta já anunciou a aposentadoria para o fim da temporada da NBA

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Estadão Conteúdo

17 Janeiro 2016 | 13h01

O torcedor brasileiro que sonhava em ver o último ato da carreira de Kobe Bryant na Olimpíada deste ano, foi frustrado pelo astro do basquete. Aos 37 anos, o ala do Los Angeles Lakers mudou de ideia e descartou qualquer possibilidade de defender as cores dos Estados Unidos nos Jogos do Rio.

No ano passado, Kobe afirmou em duas oportunidades que se sentiria "honrado" se pudesse se despedir da carreira profissional na Olimpíada. Talvez pelas más atuações em sua última temporada na NBA, no entanto, o astro mudou de ideia e explicou o motivo da desistência: "Meu momento já passou".

Kobe Bryant está disputando sua 20.ª e última temporada na carreira. Um dos maiores astros do basquete em todos os tempos, ele conquistou cinco títulos da NBA, foi uma vez MVP (jogador mais valioso) da temporada e 17 vezes escolhido para o All-Star Game da liga. Em 2015/2016, no entanto, a idade e os problemas físicos estão impedindo que ele tenha uma sequência de boas atuações.

"Desde que anunciei minha aposentadoria, pude admirar meus colegas com outra visão. Aceito a realidade de que eles são o futuro deste esporte. Eles são os que merecem estar no Rio. Eles são os jogadores que a gente deve admirar e apoiar. Eles são os jogadores que devem mostrar aos fãs o rumo deste esporte", declarou.

Kobe atuou em 34 das 42 partidas do Lakers nesta temporada e vem tendo médias bem mais modestas do que no resto da carreira, com 16,7 pontos por jogo, além de um aproveitamento de somente 34,6% dos arremessos.

O ala explicou que já havia tomado a decisão de desistir da Olimpíada e que a comunicou a alguns atletas, como Leandrinho. Kobe revelou que em um duelo com o Golden State Warriors, foi cumprimentar o brasileiro, que respondeu: "Te vejo no Rio". "Eu, então, voltei e falei para ele: ''Nããããão''", contou, aos risos.

Dono de dois ouros olímpicos, em Pequim-2008 e Londres-2012, Kobe prometeu ficar na torcida pelos Estados Unidos e ajudar o técnico Mike Krzyzewski como puder, apenas não como jogador. "Se ele quiser que eu vá falar com os caras, eu vou, mas é isso. Por mais que fosse bonito atuar de novo pelo meu país, quando digo que será meu último jogo, será meu último jogo."

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