Melhor em quadra, Brasil bate a Lituânia no Mundial

Evitando os erros apresentados na partida com a Espanha, a seleção brasileira superou a Lituânia, com facilidade, por 84 a 67 na abertura da segunda fase do Mundial feminino de basquete. O confronto deste sábado foi disputado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Ao contrário da partida com as espanholas - pela última rodada da fase classificatória -, quando a equipe comandada pelo técnico Antonio Carlos Barbosa apresentou nervosismo nas finalizações e inúmeros erros de posicionamento na marcação, o Brasil se impôs em quadra e liderou o placar desde o início da partida. Somando a isso, as brasileiras também contaram com os inúmeros desperdícios de ataques das lituanas, que entraram em quadra muito nervosas. Com dificuldades para infiltrar no garrafão adversário, as campeãs européias em 1997 arremessaram inúmeras bolas da linha dos 3 pontos, mas sem muito sucesso - foram 16 tentativas, com 9 acertos (56% de aproveitamento). A cestinha da seleção brasileira na partida foi a ala-armadora Iziane, que marcou 18 pontos. A pivô Alessandra também se destacou ao anotar 16 pontos e pegar 9 rebotes. Já a ala Janeth continuou com problemas nos arremessos (2 acertos em 10 tentativas), mas não errou lances livres e terminou com 14 pontos. "A seleção hoje (sábado) mudou o espírito. Agora a fase é nova, com outras adversárias. Temos que aproveitar essa vitória para subir no campeonato, essa progressão é muito importante", disse Janeth. "O mais importante hoje foi que conseguimos recuperar a bola no rebote, o que não estava acontecendo. Mas ainda temos que melhorar e buscar a classificação para a próxima fase", completou a veterana de 37 anos. "Começamos o jogo amarradas, mais o Barbosa (treinador) deu uma balançada no grupo e fomos melhor no segundo tempo. 17 pontos de vantagem é importante porque dá moral e pode nos ajudar em caso de desempate, no average", analisou a armadora Helen. "Todo mundo que entrou em quadra colaborou. O time que quer ser campeão e subir no pódio não pode depender só de uma jogadora", acrescentou. Já a armadora Adrianinha demonstrou preocupação com o próximo confronto, que será contra a invicta Austrália, neste domingo, às 9h30, também no Ibirapuera. "Temos que começar o jogo concentradas. Se deixarmos elas irem adiante no placar, vai ser difícil chegar depois. O nosso time precisa ter cuidado com a Lauren Jackson (pivô) e com a Penny Taylor (ala), elas sempre desequilibram", comentou.

Agencia Estado,

16 Setembro 2006 | 11h17

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