Mundial vira vitrine para brasileiros

O Campeonato Mundial Masculino de Basquete serve de vitrine para atletas ainda desconhecidos no Exterior, apesar de o País já ter alguns representantes em times de fora. Antes mesmo de o torneio em Indianápolis começar, dois jogadores da seleção brasileira acertaram com clubes europeus: os alas Guilherme e Marcelinho. Guilherme Giovannoni trocou o COC/Ribeirão Preto pelo Benetton/Treviso, melhor equipe da primeira divisão italiana. O jogador de 2,01 m assinou contrato para três temporadas, mas no primeiro ano será emprestado ao Rimini, da Segunda Divisão. ?Aconteceu tudo muito rápido. Conversei com a minha família, com o Lula ? técnico do time de Ribeirão Preto. E como podia rescindir contrato, aceitei?, conta o jogador. No Rimini, Guilherme terá um companheiro de seleção: Marcelinho, decisivo na partida contra a Turquia. O ala/armador defendia o Fluminense e assinou contrato por duas temporadas. ?Fiquei satisfeito com a proposta. Não só pelo aspecto financeiro, mas também por ser uma equipe com ambição de chegar à primeira divisão.? Com 19 anos, o pivô Anderson Varejão já defende o Barcelona, da Espanha. Ao contrário do irmão Sandro Varejão, 30 anos, que disputou quatro Campeonatos Brasileiros, o irmão mais novo participou de apenas uma edição da liga brasileira ? no ano passado, por Franca, quando somou 127 pontos em 37 jogos. Quem também brilha na Europa é Tiago Splitter. Com apenas 17 anos, o pivô de 2,11 m não teve a oportunidade de disputar um Campeonato Brasileiro. Saiu direto do Ipiranga de Santa Catarina para o Bilbao Berri, onde conquistou o título da segunda divisão espanhola. Os norte-americanos também estão de olho no time do Brasil, após a ida do pivô Nenê para o Denver Nuggets. Luís Fernando, sondado por uma equipe chinesa, faz testes em três equipes: Toronto Raptors, Memphis Grizzlies e Cleveland Cavaliers. O pivô Baby, de 22 anos, defende o Brigham Young University, que disputa a liga de basquete universitário.

Agencia Estado,

31 Agosto 2002 | 16h45

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