Nigéria reclama de embaixada brasileira por falta de vistos

A delegação da Nigéria chegou ao Brasil para o Mundial feminino de basquete reclamando do tratamento que a equipe recebeu da Embaixada do Brasil no país africano. O chefe da delegação, Isah Umau, ainda não se conforma com o fato do vice-presidente e o diretor da Federação Nigeriana de Basquete, o assistente do técnico Kevin Lee Cook e mais dois integrantes da comissão técnica da seleção terem os seus vistos recusados pelas autoridades brasileiras. Só ele, as atletas e o técnico receberam permissão para desembarcar em São Paulo. ?A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) fez o convite para que todos nós viéssemos ao Mundial, mas a embaixada do Brasil recusou o visto sem nos dar qualquer explicação?, reclamou Umau. Segundo ele, a CBB fez todo o possível para que o problema fosse resolvido, mas da Embaixada na Nigéria não se sensibilizou. O dirigente diz que com os "desfalques" está com dificuldades para trabalhar no País. ?É complicado. Estou fazendo o trabalho de cinco pessoas aqui e preciso cuidar de tudo.? Como a queixa de Umau foi feita fora do horário de expediente da Embaixada Geral do Brasil em Abuja e do Ministério das Relações Exteriores, as entidades serão consultadas nesta quarta-feira para comentar o assunto. A consulesa geral do Brasil em Lagos, Maria Auxiliadora Figueiredo, disse que a instituição sob seu comando recebeu apenas pedidos de visto jornalistas, que foram concedidos, mas explica que, em geral, são comuns as recusas de autorização por falta de documentação ou de comprovação de um patrocinador para a viagem. Figueiredo também explica que as requisições são avaliadas com cuidado para evitar casos de imigração ilegal. ?Não é um problema exclusivo do Brasil, mas Mundial.?

Agencia Estado,

12 Setembro 2006 | 19h36

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