Para faturar, NBA aceita o Ibirapuera

O Ginásio do Ibirapuera tem 47 anos e está a anos-luz dos modernos e bem equipados ginásios da NBA, a maior liga do basquete americano. Comparado ao Conseco Fieldhouse ? o moderno ginásio do Indiana Pacers, local dos jogos do Mundial de Indianápolis ?, é pré-histórico. Mesmo assim, chegou a receber elogios dos executivos da NBA que estão no Brasil para vistoriar ginásios em São Paulo e no Rio. O objetivo é trazer para o País eventos da NBA, WNBA e das seleções americanas. A estratégia de internacionalizar a Liga e abrir novos mercados para seus produtos, de camisetas a chaveiros, inclui aceitar ginásios em condições inferiores. Em outubro, a NBA promoverá uma partida da pré-temporada entre o Miami Heat e o Minnesota Timberwolves, de Felipe Lopes, na República Dominicana. ?O Palácio dos Esportes deles é muito parecido com o Ibirapuera. É menor ? são 9 mil lugares ?, mas com ar condicionado?, afirma Peter Fink, diretor de Eventos e Atrações da NBA. ?Os brasileiros têm interesse na NBA, que está investindo na globalização?, ressalta o vice-presidente de Negócios Internacionais, Andrew Messick. Admite que a chegada do pivô brasileiro Maybyner Nenê Hilário ao Denver Nuggets fortalece a aproximação entre a NBA e o Brasil, mas frisa que o processo de globalização independe de um jogador. ?Em 2001, tivemos 49 estrangeiros na NBA. Em 2002, serão 65.? Vender e vender - Para a Liga, o que interessa é abrir mercado para seus produtos e popularizar o esporte. As camisas da NBA estão chegando às lojas de esportes em São Paulo e os responsáveis pelos uniformes só esperam a definição do número e do nome que Nenê usará para lançar a camisa do brasileiro. Para a NBA, que também faz o marketing da seleção americana que disputará o Mundial, é importante ?democratizar? o nível técnico do basquete dos Estados Unidos. Messick acha que não está longe o dia em que a seleção americana será vencida. ?A Iugoslávia está perto disso.?

Agencia Estado,

06 Agosto 2002 | 19h39

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