Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Time do Paulistano é a cara do 'difícil' técnico Gustavo De Conti

Treinador está no comando da equipe da capital paulista desde 2010

Gabriel Melloni e Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2018 | 07h00

Não há como negar que Gustavo De Conti, o Gustavinho, é a cara deste Paulistano. Cria do clube, onde jogou quando mais jovem, ele assumiu a equipe principal em 2010, ainda aos 30 anos. De lá para cá, participou ativamente da evolução do time ano a ano, até a primeira conquista, no fim de 2017, do Campeonato Paulista.

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“Devo tudo ao Paulistano. Comecei na base, passei por todas as divisões. Fico muito satisfeito com o que está acontecendo com o time. O Paulistano nunca tinha chegado à final do NBB. Chegou. Nunca tinha sido campeão paulista. Agora foi. É superação atrás de superação.”

Gustavinho foi o líder deste processo. Da queda na primeira fase dos playoffs na temporada 2009/2010 do NBB, passando pelos vices do torneio em 2013/2014 e 2016/2017, o Paulistano evoluiu junto ao técnico e se firmou entre os principais times do País. “É bastante coisa que estamos conquistando.”

Naturalmente, Gustavinho ganhou força dentro do clube e passou a extrapolar a quadra, atuando em outras áreas e tendo participação nas decisões da diretoria. “É claro que existe uma hierarquia aqui. Mas uma coisa muito importante é que as pessoas acima de mim me ouvem bastante. Claro, não fazem tudo que peço, mas temos um entendimento muito bom.”

O comprometimento do treinador chega a incomodar em alguns momentos. “O dia a dia comigo não é fácil. Sei que sou um cara difícil. Mas enfatizo sempre que não é pessoal”, diz. “Ele tem personalidade forte, é intenso, vive isso aqui 24 horas por dia. Então, 3h, 4h da manhã, ele manda mensagens. Mas faz parte, acho válido”, atesta o supervisor Diego Jeleilate.

O sucesso levou Gustavinho à seleção brasileira, como auxiliar na era Rubén Magnano. Um dos melhores técnicos do País, ele traça voos mais altos. “Tenho passaporte italiano, faço bastante contato lá. E tive convite do Obras Sanitárias, da Argentina. Gostaria de trabalhar fora até por questão cultural e familiar. Mas hoje o Paulistano é o ideal para mim.”

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