Gilvan de Souza/Flamengo
Gilvan de Souza/Flamengo

Abalado por queda na Libertadores, Flamengo encara o Atlético-GO em Goiânia

Rubro-negro tenta reconstruir moral contra o rival do empate no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil

Fábio Grellet, Estadão Conteúdo

20 Maio 2017 | 08h46

Ainda amargando a eliminação precoce na Copa Libertadores, o Flamengo enfrenta neste sábado o Atlético Goianiense, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, a partir das 19 horas, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Será o segundo de três jogos contra o mesmo adversário em apenas duas semanas, já que o clube goiano também é o adversário rubro-negro nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Os atletas viajaram nesta sexta-feira para Goiânia e tentam a primeira vitória no campeonato - na primeira rodada, no sábado passado, em casa, o Flamengo só empatou com o Atlético Mineiro. Pela Copa do Brasil, no último dia 10 os clubes carioca e goiano empataram por 0 a 0, no estádio do Maracanã, no Rio, e o jogo de volta será em Goiânia, nesta quarta-feira.

Ao final do treino desta sexta-feira, quem falou à imprensa foi o diretor executivo de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano. A eliminação da Libertadores foi tema recorrente. "O sentimento do torcedor é o nosso. Essa frustração, essa indignação. Uso a palavra frustração porque você só se frustra com o que entende que é possível. Tenho absoluta certeza de que a torcida quer poder de reação no time para que busquemos novamente as primeiras colocações", avaliou.

"Cabe a nós não transformarmos em caça às bruxas, que foi (um termo) usado. Temos que identificar o que precisa ser melhorado. Nós não vamos recomeçar sempre, talvez esse seja o maior erro num momento desses. Precisamos fazer reposição, ajustes, porque perdemos três jogos no ano, três jogos que culminaram na nossa eliminação. Vamos encontrar a explicação, e ela será interna", continuou Rodrigo Caetano.

O dirigente do Flamengo reforçou a ideia de que não haverá grandes mudanças na equipe. "Não é o fato de essa eliminação ser dolorosa que fará mudar nosso tipo de filosofia. Podemos agregar um ou dois nomes para a caminhada de volta à Libertadores de 2018. Como não estamos em estágio avançado (quanto às negociações), não cabe ficar falando sobre isso".

Para o diretor de futebol, a obrigação do Flamengo é voltar à Libertadores. "Cabe a nós lambermos nossas feridas. Tivemos (depois do jogo) reunião importante e proveitosa porque o Flamengo passa a ser avaliado de acordo com a reação que terá. Temos Brasileiro e Copa do Brasil e a obrigação do Flamengo é voltar à Libertadores. Nosso entendimento é de que a presença constante no torneio mais importante da América permitirá que a gente volte a conquistá-la".

"O golpe foi muito duro porque a expectativa era alta e ela tem que ser alta. Mas nossa avaliação vai ser sempre interna. Respeitamos demais as críticas, mas fazemos internamente. De todas as seis partidas na Libertadores, posso dizer que o Fla fez um segundo turno aquém das suas expectativas. Isso é fato. Mas isso (falta de vontade), jamais. Eram jogadores chorando, todos nós juntos tentando recuperar os cacos. Que fique clara essa dor", afirmou Rodrigo Caetano. "O Flamengo precisa entender que precisa não só jogar bem fora de casa, mas também se impor. Precisamos que essa cicatriz nos lembre sempre que todo jogo é decisivo. Temos obrigação gigantesca de botar o Flamengo na Libertadores, para que nós e a torcida sigamos com essa obsessão pela Libertadores".

No treinamento desta sexta-feira, o peruano Paolo Guerrero fez exercícios dentro da academia de musculação do CT do Ninho do Urubu, na zona oeste do Rio, onde também trabalharam nas mesmas instalações o atacante Berrío e o zagueiro Alejandro Donatti, com foco na parte física. O meia Diego, em fase final de recuperação após ter sido submetido a uma artroscopia no joelho direito - no dia 15 de abril passado -, trabalhou com bola dentro do Centro de Excelência em Performance do CT.

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