Nelson Perez/Fluminense
Nelson Perez/Fluminense

Abel revela atrasos e critica Wendel: 'Ou se enquadra ou não serve para a gente'

Treinador explica motivo de não ter relacionado o volante para o clássico com o Flamengo

Estadão Conteúdo

13 Outubro 2017 | 09h02

O técnico Abel Braga revelou na noite desta quinta-feira que o volante Wendel poderá ser cortado da equipe do Fluminense se não "se enquadrar". Após o empate com o Flamengo por 1 a 1, no Maracanã, pelo Brasileirão, o treinador afirmou que o jogador chega atrasado aos treinos com frequência e, por isso, não esteve no clássico.

+ Treze torcedores são detidos após briga que antecedeu Fla-Flu no Rio 

+ Tabela do Brasileirão 2017

"[Ausência dele] Foi opção minha. A questão do Wendel é comportamento, ele chega atrasado todos os dias. Se não estiver compenetrado no momento da equipe...", disse o treinador, sem esconder a irritação. "Estou muito à vontade para falar. Eu que puxei ele da base, coloquei para jogar, e eu que o tirei agora. Ou ele aprende e se enquadra, ou não serve para a gente."

Wendel despontou para o futebol profissional no início deste ano, após se destacar na Copa São Paulo de Juniores. O próprio Abel promoveu o jogador, então com 19 anos. Ele ganhou oportunidades seguidas e virou titular já no Campeonato Carioca. No entanto, caiu de rendimento neste segundo semestre do ano.

"Acho que ele está muito mal assessorado. Ele vem sendo avisado todos os dias. Como entrou, ele saiu. Tem que fazer como hoje: o preparador físico me falou que ele chegou no horário no treino da manhã e foi o cara que mais se dedicou. Se não voltar a ser assim, não vai jogar. Meu time não concentra, mas tem responsabilidade. Quero homens", disse o treinador.

Se Wendel foi alvo de críticas, o lateral Marlon e o meia Richard ganharam elogios após o empate no clássico. "Dois jogadores foram esplêndidos hoje [quinta]: Richard e Marlon. Um nunca jogou um clássico e o outro, um garoto que precisava de uma atuação dessa. Então, a gente começa a ter mais opções", exaltou Abel.

Pressionado pela proximidade da zona de rebaixamento, o treinador admitiu que pediu um esforço extra dos seus jogadores para o clássico. "Eu pedi a eles o seguinte: quero 5% a mais de cada um. Vocês acham pouco, mas isso dá 50 no total", disse o técnico.

"Nós estamos no momento de levantar daquela gripe chata que você quer levantar da cama e não consegue. Se cada um pensar um pouco mais positivo, nós vamos criar um pensamento muito grande que vai ser o antídoto ou o remédio para curar essa gripe. E eles mostraram isso hoje. Se mostrarem domingo e nos outros jogos, a gente vai conviver bem com esse momento porque vamos sair dele."

Apesar do ponto somado nesta quinta, o Fluminense segue com apenas um ponto acima da zona do rebaixamento, com 32, no 16º lugar. O São Paulo, 17º e primeiro dentro da zona da degola, tem 31.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.