Lincon Zarbietti/ O Tempo
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Advogado do goleiro Bruno afirma que Bangu está interessado na sua contratação

Condenado a 22 anos de prisão, ex-jogador do Flamengo está solto por habeas corpus concedido pelo STF

Leonardo Augusto, especial para a AE, Estadao Conteudo

03 Março 2017 | 12h58

O Bangu, tradicional time do Rio de Janeiro, quer contratar o goleiro Bruno. A informação é de um dos advogados do atleta, Luan Veloso Coutinho, que recebeu na última quinta-feira ligação de dirigentes do clube carioca. "Fizeram contato pedindo uma reunião", afirmou. Bruno está desde quinta no Rio de Janeiro com a mulher, a dentista Ingrid Calheiros, em casa, no Recreio dos Bandeirantes.

Condenado a 22 anos e três meses pelo sequestro, cárcere privado e assassinato da ex-amante, Eliza Samudio, Bruno deixou na sexta-feira a Associação de Proteção de Assistência ao Condenado (Apac), em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte. O ex-jogador do Flamengo foi solto por habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello. Bruno, até o momento, cumpriu seis anos e sete meses da pena.

A justificativa para o habeas corpus foi que o recurso contra a condenação está parado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) desde 2013, ano em que o jogador foi sentenciado. Há duas apelações, uma para anular o julgamento e outra para redução de pena. Pelas contas da defesa, Bruno, caso retorne para a prisão, teria de cumprir menos de dois anos a mais da pena, já que, por ser réu primário, a sentença é reduzida em dois quintos, em casos, como o do goleiro, de crime hediondo. Horas trabalhadas na prisão também são abatidas no tempo de encarceramento.

O advogado de Bruno disse ainda que, além da possível negociação com o Bangu, o ex-jogador do Flamengo recebeu proposta do Betinense Futebol Clube, de Betim, outra cidade da Grande Belo Horizonte. A defesa do jogador, porém, não revelou o valor do salário que teria sido proposto ao jogador. A reportagem não conseguiu contato com o Betinense, que disputa o Módulo II do Campeonato Mineiro, que equivale à segunda divisão estadual.

A reportagem tentou acionar também a direção do Bangu. Telefonemas dados para a sede e o estádio do clube, porém, não foram atendidos.

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