África do Sul fez até propaganda dos investimentos da Copa de 2010

Imagem do país africano estava arranhada no exterior em função da violência

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2013 | 21h58

SÃO PAULO - A África do Sul gastou cerca de R$ 800 milhões com segurança ao organizar a Copa de 2010 - e a Copa das Confederações no ano anterior. A imagem do país estava arranhada no exterior em função da violência, o que levou as autoridades a dedicar especial atenção à questão, pressionadas pela Fifa e pelo risco de perder turistas estrangeiros durante os torneios.

Para a Copa, além de um treinamento intensivo de 190 mil policiais, os sul-africanos adquiriram equipamentos modernos para suas forças de segurança. De veículos anfíbios a helicópteros, passando por carros blindados para policiamento urbano e muito armamento.

Nos dias que antecederam ao início da Copa, a preocupação dos organizadores e das autoridades em mostrar a África do Sul como um país seguro era tão grande que uma parada militar foi organizada em Johannesburgo, no luxuoso e seguro bairro de Sandton.

No evento, acompanhado pelo Estado, centenas de cidadãos - muitos deles crianças -, aplaudiam entusiasmados todo equipamento que viam diante de seus olhos. As imagens foram distribuídas por todo o planeta.

Durante a Copa, foram registrados dezenas de furtos, de bolsas a equipamentos, assaltos e agressões a estrangeiros. Na avaliação da Fifa e dos sul-africanos, o esquema de segurança durante a Copa foi um "sucesso"

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