Alarme falso agita o Corinthians

A ausência do artilheiro Dodô no ataque do Botafogo no jogo contra o Corinthians, domingo, no Morumbi, não passou de alarme falso do zagueiro Scheidt. Ao chegar na manhã desta sexta-feira ao Parque São Jorge, Scheidt espalhou a notícia entre os companheiros sobre a suspensão do atacante adversário. Mas o equívoco foi desfeito. Dodô não havia sido expulso no jogo entre Botafogo e Vasco, que terminou empatado por 2 a 2, quinta-feira, no Rio, nem levado o quinto cartão amarelo, que o puniria com uma partida de suspensão. Assim, se não ocorrer nenhum problema de contusão com Dodô, ele deverá enfrentar o Corinthians. Alguns jogadores do time paulista, como Ricardinho, Rogério, Vampeta e Dida, acharam que a notícia era verdadeira, por isso até disseram que seria uma vantagem enfrentar o Botafogo sem Dodô, que divide a liderança da artilharia do Torneio Rio-São Paulo com França - cada um já marcou 15 gols. O técnico Parreira, a princípio, acreditou na informação de Scheidt. Mas sem a confirmação da ausência de Dodô na partida, o treinador, por precaução, treinou a equipe para tentar anular as armas do adversário. "Orientei o time para enfrentar dois atacantes e marcar por pressão", disse Parreira, que não assistiu ao jogo do Botafogo pela televisão na noite de quinta-feira. "No hotel (no qual o treinador está hospedado, em São Paulo) não tem o sistema pay-per-view, que transmitiu a partida. Por isso, acompanhei o jogo ao vivo, mas pela Internet, e não sabia se Dodô estava realmente suspenso", contou o técnico. O Corinthians e a Hicks Muse encerraram quinta-feira as reuniões que realizaram durante a semana para discutir a nova diretriz da parceria. O contrato entre o clube e a empresa vai continuar. A Hicks Muse, porém, quer mais dez anos para explorar a marca do clube a fim de compensar o investimento a ser feito na construção do estádio. A diretoria corintiana deverá divulgar uma nota sobre os detalhes do acordo com os americanos.

Agencia Estado,

22 Março 2002 | 18h39

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.