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Copa 2014

Aldo garante segurança na Copa: 'O Brasil não quer argentinos briguentos'

Almir Leite, Ciro Campos e Robson Morelli - O Estado de S. Paulo

12 Maio 2014 | 12h 14

Em visita ao Estado, Ministro do Esporte promete força tarefa para garantir tranquilidade durante torneio

SÃO PAULO - A um mês do início da Copa do Mundo, o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, prometeu operações especiais para assegurar a segurança de torcedores brasileiros e estrangeiros que irão aos estádios para acompanhar as 64 partidas do Mundial. Em visita ao Estado na manhã desta segunda-feira, Aldo afirmou que entre as ações preventivas estão a colaboração com polícias internacionais e a ajuda do exército brasileiro.

"Não queremos torcedores violentos na Copa do Brasil. Nem os países onde esses torcedores atuam querem a presença deles na Copa", disse. "Temos o trabalho de cooperação com polícias internacionais", afirmou. Para o Mundial, há a expectativa da vinda de torcedores argentinos, conhecidos como barrabravas, que são famosos pelo envolvimento em brigas de torcidas. "Não queremos esses argentinos briguentos aqui no Brasil", disse o ministro.

Aldo Rebelo comentou que os gastos com a Copa não são tão grandes como a população imagina, "talvez por falta de informação", e as reclamações sobre os valores investidos no Mundial são injustas. "O orçamento do Ministério do Esporte, incluindo o que vai para a Copa do Mundo, é menos de 1% do orçamento da Saúde ou Educação. Nem se compara ao que os cidadãos pagam de juros ao ano. É um orçamento (para a Copa) que não é tão significativo assim", comentou.

Rebelo reconhece que os estádios em São Paulo, Cuiabá e Curitiba ainda necessitam de reparos finais. Ele descartou, no entanto, ser um desperdício realizar a Copa em 12 cidades brasileiras. "Poderíamos fazer a Copa do Mundo só em São Paulo e reformar os estádios do Interior paulista, por exemplo, como os de Campinas, o Morumbi, adiantar o do Palmeiras. Mas não era correto fazer isso e excluir dois terços do território brasileiro como o Sul do País e cidades tão importantes para a nossa história e cultura."

Aldo também admitiu que não consta que a decisão de se fazer uma Copa em 12 cidades tenha vindo do então presidente Lula, como disse o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, semana passada. "Não me consta isso. A decisão de organizar uma Copa vem da CBF e da Fifa."

O ministro explicou ainda que sediar a Copa no Brasil é um desafio muito maior do que nas sedes anteriores, como Alemanha e África do Sul, pelo tamanho do território brasileiro. "A logística e a distância são diferentes. A Alemanha é menor do que a Bahia". Rebelo contou que a expectativa é de uma audiência acumulada de 40 bilhões de pessoas ao longo da competição, com a geração de 3,6 milhões de empregos no Brasil para antes, durante e depois do evento.

Rebelo reconhece atrasos nas operações dos aeroportos brasileiros, mas não teme superlotação ou problemas. "Com Copa ou sem Copa, precisamos dessas obras (nos aeroportos) mesmo que elas não fiquem prontas a tempo da competição", afirmou.

DINHEIRO PÚBLICO

Apesar das reclamações e protestos recentes sobre o valor investido na Copa, o Ministro garantiu que o orçamento aplicado para o Mundial não pode ser considerado tão elevado. "É menos de 1% do orçamento da Saúde ou da Educação e nem se compara ao que os cidadãos pagam de juro. É um orçamento que não é tão significativo", defendeu. Rebelo também comentou sobre os empréstimos do BNDES para a construção de estádios e explicou que qualquer empresa poderia ser o destino da transferência.

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