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Algoz em 1990, ex-atacante Caniggia quer final Brasil x Argentina

Os ex-jogadores Caniggia e Dunga participaram de um evento na Casa Coca Cola, próximo ao Maracanã, no Rio, nesta quinta-feira

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Márcio Dolzan,
O Estado de S. Paulo

03 Julho 2014 | 15h37

A possibilidade de uma final de Copa do Mundo entre Brasil e Argentina, países que possuem uma das maiores rivalidades do futebol mundial, mexe também com dois ex-jogadores das seleções. Nesta quinta-feira, o algoz do Brasil na Copa de 1990, o ex-atacante argentino Caniggia, e o capitão do tetra, Dunga, disseram que um eventual encontro entre as duas seleções no próximo dia 13, no Maracanã, seria a final histórica que todos esperam.

"Seria o máximo, o que todos esperamos", sentenciou Caniggia. "Jamais houve uma final entre Brasil e Argentina, que têm jogadores espetaculares", continuou o argentino. Caniggia e Dunga participaram de um evento na Casa Coca-Cola, instalada ao lado do Maracanã.

"Acredito que até europeus, africanos e asiáticos torcem por essa final. Por mais que eles gostem do país deles, seguramente gostariam de ver essas duas grandes seleções numa final de Copa do Mundo. Ainda mais com a Copa do Mundo sendo no Brasil", avaliou Dunga.

Os dois ex-jogadores, que estiveram em campo no duelo entre Brasil e Argentina pelas oitavas da Copa da Itália, em 1990, falaram também sobre o futebol apresentado pelas duas seleções neste Mundial, que tem ficado abaixo do esperado pelos torcedores.

"O Mundial começou agora, ou pelo menos há pouco (nas oitavas), já que sobraram as equipes mais fortes", destacou Caniggia. "As duas seleções não jogaram como a história dizia mesmo com os jogadores que têm em campo. A Argentina tem sido criticada pelo seu estilo de jogo, mas vem ganhando. Creio que a qualidade, não apenas da Argentina, mas também do Brasil, vai aparecer neste momento", considerou o ex-atacante.

Já Dunga, técnico do Brasil na última Copa, afirmou que a seleção brasileira só passou a ser contestada a partir das dificuldades enfrentadas no último jogo. "Até esse jogo (contra o Chile) não tinha questionamento. Todos jogos da seleção não tinham questionamento, estava tudo bem", ironizou. Ele lembrou que o Brasil vinha de 14 anos de invencibilidade contra a seleção chilena, e que isso acabou aumentando a expectativa da torcida.

"Todos esperavam que o Brasil iria ganhar com certa tranquilidade, e a Copa do Mundo não é isso. Cada jogo tem sua história, cada momento tem a sua forma de ser. O mais importante é que agora não tem volta, é ganhar ou perder", apontou.

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