Alguns atletas da seleção já estão felizes só de ir à Copa

A torcida brasileira tem na ponta da língua a escalação da seleção que estreará no Mundial da Alemanha, no dia 13, às 16 horas. E, se depender dos jogadores que embarcaram neste domingo em Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo) para a Alemanha, nada vai mudar. Rogério Ceni, Cicinho, Robinho, Cris e Luizão foram unânimes em dizer que têm poucas chances de ganhar um lugar na Copa. ?São apenas sete jogos, em menos de um mês. Para que alguém saia, é preciso que se machuque ou esteja jogando bem. E não vai acontecer nada com o Dida, que é um grande goleiro?, disse Rogério Ceni, sem esperar mudanças nos treinos e amistosos. ?A seleção está definida por causa de um trabalho de três anos e meio, não tem dúvidas para serem tiradas. Está definido e é bom que seja assim. São só três jogos classificatórios, depois vem um mata-mata muito duro. Vamos torcer para que não haja mudanças?. Cicinho disputa sua primeira Copa. É reserva de Cafu, que está em seu quarto Mundial. Com um ?pequeno? detalhe: esteve nas três últimas finais. Então, não há muito a dizer. ?A camisa de titular está muito bem representada com o Cafu. Eu estou pronto para ajudar, se precisar. Poderia jogar uns 15 minutos, seria ótimo?, disse o jogador, que tinha a palavra amor (em ideogramas japoneses) tatuada atrás da orelha direita. ?Fiz em Madri?. Robinho foi o primeiro a chegar. Escutou pedidos de ?pedaladas? no Mundial, mas mostrou-se bem mais discreto e menos falante do que em seus tempos de Santos. ?Pedalada, só se for necessário. O importante é jogar bem e ganhar a Copa. Todo mundo diz que o Brasil é favorito, mas se a gente não tiver humildade, tudo pode dar errado. O time está montado, com o quadrado mágico, e acho difícil eu jogar, mas estou pronto?. De todos os jogadores que embarcaram, quem menos falou foi Roberto Carlos. Com um segurança, andou rapidamente, fugindo dos repórteres, e acabou trombando com o carrinho de uma passageira, que reclamou muito. Disse que ?faria um xixi? e voltaria em seguida para a entrevista. Não voltou, é lógico, mas no caminho deu algumas declarações desencontradas. Para ele, o Brasil deve temer todos os times, mas sem ter medo de ninguém. E a seleção não é favorita, mas é a melhor de todas.

Agencia Estado,

21 Maio 2006 | 20h47

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