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Copa 2014

Aluguel caro faz Messi desistir de casa durante o Mundial

Gonçalo Junior - enviado especial a Belo Horizonte - O Estado de S. Paulo

11 Junho 2014 | 07h 00

Dono do maior salário do futebol, argentino não quis pagar R$ 150 mil por moradia onde sua família ficaria durante a Copa

Messi assinou o maior contrato do futebol mundial para ganhar € 20 milhões anuais (cerca de R$ 60,5 milhões) em maio. No mesmo período, achou caro um aluguel de R$ 150 mil por uma mansão em Lagoa Santa, Minas Gerais, para hospedar seus parentes na Copa. Pechinchou e ofereceu a metade do valor, mas o proprietário não aceitou. Messi desistiu e resolveu deixar a família no Rio de Janeiro. O melhor do mundo por quatro anos seguidos – foi desbancado por Cristiano Ronaldo na última edição – tem seu lado parcimonioso.

Quem indicou o imóvel na Avenida Presidente Vargas foi Ronaldinho Gaúcho, que também tem uma casa em Lagoa Santa, município que fica distante 35 quilômetros da capital mineira. O astro argentino tem Ronaldinho em alta conta, afinal foi dele o passe para o primeiro gol de sua carreira profissional no dia 1.º de maio de 2005, quando tinha 17 anos. Mas essa é outra história.

A indicação do camisa 10 do Atlético é uma senhora casa, como dizem os mineiros. Com sete suítes, 13 banheiros, 2 mil m² de área construída e 8 mil m² de terreno, a mansão está ao lado da vila dos oficiais do Parque de Material Aeronáutico (Pama), de propriedade das Forças Armadas do Brasil. Ela fica de frente para a lagoa, uma vista linda que só vendo.

A mulher do atacante, Antonella Roccuzzo, ficou encantada e mandou cancelar todos os contatos com as outras cinco mansões visitadas. Queria aquela. Isso era em abril. Reunião daqui, reunião dali, e os assessores de Messi começaram a fazer exigências. Além de acharem caro o valor do aluguel – os R$ 150 mil estão dentro das condições do mercado, de acordo com imobiliárias consultadas pelo Estado –, queriam cobrir com tapumes toda a entrada da casa para garantir a privacidade da família do atacante. Messi é obcecado por isso.

Clayton de Souza/Estadão
Craque argentino queria colocar tapumes na frente do imóvel

Ainda mais porque ali ficaria todo o clã: a mulher, o filho Thiago, o pai Jorge Messi, a mãe Celia Cuccittini, quatro irmãos, o sogro, a sogra e o cunhado.

Só de olhar a foto dá para perceber que os tapumes iam destruir a fachada moderna da mansão, que não é totalmente cercada por muros. Tem uma parte apenas com grade para mostrar sua imponência. Quem passa por ali a primeira vez não sabe se olha para a lagoa ou para a casa. O dono não gostou das exigências e, resumindo, o negócio não saiu. "Não concordamos com as exigências deles. Fizeram uma proposta que não agradou e o negócio não deu certo", conta o proprietário Paulo Nassif.

Paulo é mineiramente conhecido como Paulinho. Empresário bem-sucedido, é dono de uma das maiores distribuidoras de bebidas de Minas Gerais. A negociação virou notícia na cidade inteira e uma espécie de assunto proibido. Os funcionários da distribuidora ficavam pálidos diante da pergunta sobre Messi na casa de Paulinho. "É melhor o senhor falar com ele", ouviu a reportagem do Estado nas semanas anteriores à Copa.

Avião. Messi não dá ponto sem nó, não dribla se não for em direção ao gol. Ao mesmo tempo em procurava casa em Lagoa Santa, solicitou à Aeronáutica permissão para utilizar seu jatinho particular na base aérea da cidade.

O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), que faz parte do Ministério da Defesa, afirmou que não pode confirmar o pedido – nem se foi aceito –, pois existe um termo de confidencialidade entre os clientes e órgão.

Mas basta ligar os pontos – no caso o CT do Galo, em Minas, e o local onde a família está, o Rio, de acordo com o empresário – para imaginar que Messi não conseguiu a casa, mas deve ter conseguido a pista de pouso.

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