Análise: Raça, empenho e dedicação que todo bom corintiano gosta

Editor de Esportes do Estadão comenta conquista do Corinthians no Paulista

Robson Morelli, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2017 | 07h00

Há uma nota na cartilha de todo corintiano de raiz que diz o seguinte: ‘quando não dá na técnica, dá raça’. Esse Corinthians campeão paulista resgata essa máxima com um time que se entendeu no vestiário e no campo sob o comando de Fábio Carille. A combinação de um grupo mediano, formado por jogadores que teriam de provar o seu valor a cada disputa de bola, com um comandante pinçado das bases e sem experiência suficiente para sustentar um distintivo tão pesado de cara poderia ter dado em nada. Mas não foi isso o que se viu nos últimos cinco meses. Carille se fez entender e conseguiu que os jogadores compreendessem como jogaria a equipe diante de rivais teoricamente mais fortes e mais bem preparados.

Dos técnicos dos quatro grandes de São Paulo, Carille foi quem obteve sucesso mais rapidamente no trabalho, com uma formação tática definida, clara, sem inventar nada e com uma escalação que não demorou para cair na boca do povo. Todos sabem escalar esse Corinthians campeão estadual pela 28.ª vez.

Em campo, a raça esteve estampada no suor de Romero, artilheiro maior do Itaquerão, com 18 gols. Na dedicação de Cássio após superar problemas pessoais. Na volta e envolvimento de Jadson. Na falta de vergonha de Balbuena e Pablo de dar chutões quando necessário. Na perseguição ao gol de Rodriguinho. Na humildade Jô. E, claro, na fé incondicional da torcida.

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