1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Antigo aliado político de Hugo Chávez banca rival do São Paulo

Trujillanos conta com dinheiro público investido por governador

Ciro Campos

O governador do Estado de Trujillo é um dos grandes responsáveis por levar o time da capital à disputa da terceira Copa Libertadores da sua história. Se não fosse a ativa participação e investimento de Henry Rangel Silva, antigo aliado do ex-presidente Hugo Chávez, o time não teria a honra de enfrentar nesta quarta-feira o São Paulo.

Silva nasceu em uma cidade próxima à capital, Valera, e fez carreira no exército, onde chegou ao cargo de general. Em 1992, uniu-se a Chávez na tentativa fracassada de golpe contra o então presidente Carlos Andrés Pérez.

Aliado de Chávez financia adversário do São Paulo
Jorge Silva/Reuters
Governador de Trujillo, Henry Silva foi aliado de Hugo Chávez

Governador de Trujillo, Henry Silva foi aliado de Hugo Chávez

A amizade da dupla continuou e quando Chávez chegou ao comando da Venezuela, em 2002, confiou a Silva cargos importantes. O general chefiou o departamento de inteligência do país, a principal empresa de telecomunicações, o comando operacional das Forças Armados e por fim, tornou-se Ministro da Defesa.

Em dezembro de 2012, Silva assumiu o governo de Trujillo e um mês depois de chegar ao cargo, anunciou a troca na presidência do clube. O indicado foi Reinaldo Berardinelli, outro general do exército. O governo estadual é o principal investidor do time de futebol. Desde a fundação, em 1981, a equipe recebe dinheiro público, repasse intensificado a partir de 2008, quando o Trujillanos foi rebaixado à segunda divisão.

O retorno à elite, acompanhado pela presença de Silva no cargo, fez o clube garantir vaga na Libertadores como vice-campeão venezuelano. O governador é fanático por futebol e frequentador assíduo do cotidiano do elenco. O político vai aos jogos e costuma visitar os treinos para conversar com o elenco.

Silva também ajudou a bancar a última reforma do estádio local, o Jose Alberto Perez, conhecido como o “"Cemitério dos Grandes". A presença do São Paulo anima a torcida a ajudar o time a honrar o apelido do estádio e quem sabe, conseguir um resultado para fazer o governador se orgulhar.

São Paulo busca iniciar reação na Libertadores em jogo na Venezuela

Equipe tenta superar longa viagem antes de enfrentar Trujillanos

Ciro Campos

16 Março 2016 | 07h 10

No distante norte da Venezuela, o São Paulo tenta nesta quarta-feira, às 19h30, contra o Trujillanos, a primeira vitória na fase de grupos da Copa Libertadores. O time tricolor precisa ganhar em Valera para arrancar no torneio e sair da incômoda situação de ter um ponto em duas rodadas após ter enfrentado o The Strongest e o River Plate.

A equipe viajou mais de 24h para chegar ao local da partida, em três trechos aéreos, incluindo uma passagem pelo Panamá. Sem tempo para treinar, o São Paulo fez apenas um reconhecimento de gramado na noite desta terça-feira e confia na formação que na última semana arrancou empate com o River Plate, em Buenos Aires, e ganhou descanso no último domingo.

Time encarou longa viagem antes de decisão no interior da Venezuela

O plano da equipe é conseguir ganhar os confrontos contra o Trujillanos, adversário das duas próximas rodadas. O encontro em São Paulo será no começo de abril. Os venezuelanos perderam as duas partidas e são teoricamente o rival mais fácil da chave. Na estreia, por exemplo, foram goleados em casa por 4 a 0 pelo River Plate.

O São Paulo aposta nessa fragilidade para começar a reagir. A má fase do time exige uma resposta rápida para evitar nova crise, como a vivida depois da derrota para o The Strongest em casa por 1 a 0, com protesto da torcida e problemas internos causados por críticas no Twitter feito por um assessor de gabinete da presidência do clube.

O técnico Edgardo Bauza sabe que para evitar o vexame da eliminação precoce na fase de grupos, o que não ocorre desde 1987, terá de melhorar o setor ofensivo da equipe. Há três jogos os atacantes não marcam gols e o time não vence, retrospecto que precisar ser melhorado sem Calleri, suspenso, e Michel Bastos, que tem lesão na coxa direita e nem viajou. 

A missão de fazer gols será de Alan Kardec, que ainda não marcou nesta temporada. Outra esperança é na boa fase de Ganso, artilheiro da equipe no ano, com quatro gols. O zagueiro Maicon é dúvida pelas suas condições física e pode ser substituído por Rodrigo Caio.

FICHA TÉCNICA

TRUJILLANOS X SÃO PAULO

TRUJILLANOS: Dias; Granados, Erazo, Cuevas e Páez; Mendoza, Cova, Sosa e Nievez; Cabezas e Brito. Técnico: Horacio Matuszyczk.

SÃO PAULO: Denis; Bruno, Lugano, Rodrigo Caio e Mena; Hudson e Thiago Mendes; Centurión, Ganso e Carlinhos, Alan Kardec. Técnico: Edgardo Bauza

Juiz: Wilson Lamoroux (Colômbia)  

Local: José Alberto Perez 

Horário: 19h30

Na TV: SporTV

São Paulo em 2016
Washington Alves|Reuters
Ganso

Ganso foi um dos destaques do Sâo Paulo na hora de controlar a pressão do Atlético-MG no Horto

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em EsportesX