Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Aos 33 anos, Ralf volta para deixar time do Corinthians mais 'cascudo'

Volante, que estava sem clube desde a saída do Beijing Guoan, da China, será o ‘cão bravo’ da equipe de Carille

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2018 | 12h00

Em 2018, o técnico Fabio Carille quer um time mais experiente – ou mais cascudo, como se diz na gíria –, mais alto e mais forte nas bolas aéreas, principalmente na defesa. Em linhas gerais, essas foram as razões que fizeram o clube promover o retorno do volante Ralf, 33 anos, contratação confirmada pelo Corinthians nesta terça-feira, pelas redes sociais. É o primeiro reforço desde que Andrés Sanchez foi eleito presidente.

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Velho conhecido da torcida corintiana, Ralf já tem mais de 350 jogos pelo clube, entre 2010 e 2015, com oito gols e seis títulos, entre eles uma Libertadores e um Mundial.

Esse passado não serve apenas para a enciclopédia da história corintiana. A chegada de Ralf mostra a preocupação de Carille em montar um elenco com mais rodagem, para equilibrar com a juventude que tomou conta do ano passado, quando o time teve vários titulares formados na base, como o lateral Guilherme Arana e o volante Maycon, por exemplo. Ralf é o segundo campeão da Libertadores de 2012 a voltar ao clube nesta temporada. O primeiro foi o atacante Emerson Sheik. A aposta na base vai continuar, mas será mais comedida. O treinador quer um time mais cascudo, principalmente para os jogos da Libertadores.

Um exemplo recorrente utilizado pela comissão técnica para ilustrar a falta de experiência da equipe foi a eliminação para o Racing na Copa Sul-Americana do ano passado. Depois do empate em São Paulo, os argentinos seguraram o 0 a 0 em casa.

As outras qualidades de Ralf também procuram preencher algumas deficiências no elenco. O time não tem muitos jogadores altos, perto de 1,80 m, só Balbuena, Pedro Henrique e Júnior Dutra. Isso é um problema na bola aérea, principalmente quando o time está defendendo. Foi assim que a equipe perdeu para o Santo André na última sexta-feira. Com 1,82 m, Ralf terá a obrigação de ajudar nos cruzamentos, escanteios e faltas na área corintiana.

O apetite na marcação foi a qualidade que o clube fez questão de destacar ao confirmar o negócio nas redes sociais. “Cuidado. Cão bravo. O pitbull está voltando”, dizia a mensagem bem-humorada divulgada pelo clube ao lado de uma foto do volante no Twitter. “Já treinei muito sendo marcado por ele. É difícil. Ele é inteligente para marcar”, definiu o meia Rodriguinho.

A chegada de Ralf é uma prevenção diante da saída de iminente de Maycon para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e também uma forma de criar uma sombra para o titular Gabriel. Essa função seria de Paulo Roberto, mas ele vive seguidos problemas físicos.

A posição de volante, no entanto, não era uma das prioridades. O problema maior do Corinthians ainda é um atacante substituto de Jô, que foi para o futebol japonês no final do ano passado. Júnior Dutra é o preferido, mas ainda não é unanimidade. Livre no mercado desde que se desligou do Beijing Guoan, da China, no fim do ano passado, Ralf teve seu nome aprovado pela comissão técnica. O novo presidente salientou a história que ele tem no clube, com tantos jogos e títulos. Ele chega de graça para um contrato de dois anos. “É um jogador que pode entrar quando o time precisar. Além disso, já conhece bem o Carille”, disse uma fonte próxima à comissão técnica.

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