Apenas 25% das obras da Copa do Mundo de 2014 estão prontas

Há muito por fazer e governo lamenta não participar da organização desde o início

Jamil Chade - Correspondente, O Estado de S. Paulo

22 Abril 2013 | 08h05

TURIM - A pouco mais de um ano do início da Copa do Mundo, o índice de conclusão das obras prometidas - estádios, intervenções de infraestrutura e projetos de desenvolvimento - não chega a 25%. O balanço foi apresentado neste domingo em Turim pelo governo brasileiro, durante evento organizado pela Fifa num esforço para atrair o interesse internacional para a Copa das Confederações. De acordo com o governo, no torneio-teste do próximo mês de junho apenas uma de cada quatro obras programadas para o Mundial estará pronta.

O Ministério do Esporte considera que "foi um erro" os responsáveis pela Copa dispensarem, por muito tempo, a participação do governo na organização. "Organizar a Copa num país de dimensões continentais e democrático não é fácil", disse Luis Fernandez, secretário executivo do ministério, que participou do evento junto com Ronaldo. "O ponto de inflexão na preparação foi justamente quando todos decidimos nos unir e ter uma representação governamental no conselho (da organização da Copa)."

Fernandez entende que a inclusão do governo na organização mudou o processo por ter significado "novo grau de cooperação e planejamento conjunto". "Foi um erro não ter um representante do governo antes", disse. Questionado sobre quem teria errado, evitou citar nomes. "Quem tomou a decisão de não incluir o governo." A decisão de organizar a Copa sem o governo foi de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.

Nesse momento, o diretor de comunicações da Fifa, Walter de Gregório, tomou a palavra para dar um fim ao debate. "Erros ocorrem. Mas não faz sentido voltar a essas controvérsias", cortou. "Vamos olhar ao futuro."

PROMOÇÃO 

O evento da Fifa em Turim teve como meta convencer os italianos a irem ao Brasil para a Copa das Confederações. Isso porque, fora do País, há pouco interesse dos torcedores.

Dos 800 mil ingressos colocados à venda, mais de 500 mil já foram comprados, um recorde. O problema é que o público é quase integralmente brasileiro.

Para tentar mudar essa situação, a Fifa escalou Ronaldo, ídolo mundial e integrante do Comitê Organizador Local da Copa. Neste domingo, Ronaldo apresentou o torneio na Itália, falou aos jornalistas em italiano, declarou seu amor ao país, visitou redações de jornais e assistiu ao clássico Juventus e Milan.

Nos próximos dias, vai à Espanha, que assim como a Itália passa por grave crise econômica, com o mesmo discurso.

Neste domingo, Ronaldo pediu aos italianos que visitem o Nordeste, região de três das seis sedes. "Espero vocês para um mês de férias e para ver grandes jogos. Convido a todos a irem ao Brasil e à praia", disse.

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